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PROFESSORA DA UNIR É AMEAÇADA DE MORTE



O Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Rondônia – DCE/UNIR denunciou a ameaça de morte contra a professora Ms. Marilsa Miranda de Souza, do Departamento de Educação do campus de Rolim de Moura. Segundo apurou o DCE/UNIR A professora foi avisada de que corria risco de vida pela presidente da ADUNIR – Associação dos Docentes da UNIR, a seção sindical local do ANDES – Sindicato Nacional dos Docentes, Profª Drª Walterlina Barbosa Brasil que de imediato relatou aos familiares e à própria professora Marilsa o que ouviu.

O campus de Rolim de Moura passa por uma crise e o clima ficou tenso após os estudantes do curso de Pedagogia iniciarem uma greve no início do ano letivo de 2010, em 22 de fevereiro, exigindo melhores condições de funcionamento do campus, que à época se encontrava em situação precária. A reivindicação dos estudantes teve apoio da maioria dos professores do Curso de Pedagogia e exigia, entre outros pontos: 

1- Não há banheiros com condições de uso; 

2-Não há água nos banheiros nem para a limpeza; 

3- Não há água potável para beber; 

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4- Não há energia suficiente para o campus, (só se pode manter ligados dois aparelhos de ar-condicionado ao mesmo tempo, caso contrário a chave cai); 

5- Escasso material de limpeza; 

6- Os banheiros dos professores estão interditados há um ano; 

7- As ruas do Campus e o pátio de entrada são verdadeiros atoleiros de lama; 

8- Fechamento da biblioteca por tempo indeterminado de maneira arbitrária pela direção do campus; 

9- Laboratórios precários e sem manutenção; 

10- Acionado pelos estudantes, o Ministério Público Federal deu prazo para o REItor Januário apresentar uma proposta de reforma e adequação das irregularidades na estrutura e funcionamento do campus, no entanto, os prazos não foram cumpridos e nem há data para inicio das obras. Poderíamos citar tantos outros, como a falta de professores e de salas de aula.

Durante a greve houve uma exaltação por parte de alguns professores contrários ao Movimento. Houve registro de boletim de ocorrência quando um professor ameaçou uma estudante de pedagogia e esta o fez prontamente por se sentir ameaçada. No período da greve, diversos professores democratas que apoiaram o movimento denunciaram a compra de um terreno em frente ao campus. A transação está sendo realizada entre a UNIR e uma madeireira e chamou a atenção pelo fato de inúmeros questionamentos no Processo de compra e pela vultosa cifra de R$8.900.000,00 (Oito milhões e novecentos mil reais), um valor considerado acima do preço de mercado na região. Com o fim da greve dos estudantes um e-mail anônimo circulou na rede da UNIR, fazendo inúmeras acusações infundadas contra diversos professores que apoiaram o movimento, principalmente à professora Marilsa. O fato foi registrado, segundo a presidente da ADUNIR, também citada no email anônimo, junto á Polícia Federal. Após várias denúncias e manifestação pública através de Notas que circularam internamente na Universidade, divulgada pelo DCE, Centros Acadêmicos, pela presidente da ADUNIR e pelo Departamento de Educação, vieram à tona as ameaças contra a professora Marilsa. 

Crimes e ameaças

Além do crime virtual que atentaram contra a honra de inúmeros professores daquele campus que apoiaram o movimento, as ameaças já vinham ocorrendo desde o ano passado, já que como é noticiado no campus, o antigo vice-diretor do campus, indicado pela comunidade acadêmica, foi exonerado pelo reitor sem maiores esclarecimentos, e se colocava contrário à efetivação do negócio. Em seguida o professor solicitou remoção para o campus de Porto Velho sob a justificativa que estava sendo ameaçado, sendo atendido pela Administração Superior da Universidade.

Diversas entidades de classe e organizações sociais que acompanham a trajetória da professora Marilsa Miranda de Souza estão se mobilizando para uma campanha de solidariedade e denunciando as ameaças que esta vem sofrendo. A comunidade universitária conhece a trajetória de vida da professora, sua honestidade e por seus posicionamentos claros em defesa da Universidade Pública, gratuita e de qualidade.

Fonte: Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Rondônia.

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