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Política

Prefeitura e MS buscam soluções para o trânsito


A prefeitura de Porto Velho, através da secretaria municipal de Saúde (Semusa), e representantes do Ministério da Saúde realizaram uma reunião, nesta quarta-feira, 07, com principais órgãos envolvidos no atendimento a acidentes e mortes no trânsito. Participaram do evento a secretaria municipal de Transportes e Trânsito, Companhia de Trânsito, Unir, Agevisa, Samu, Detran, Polícia Rodoviária Federal Corpo de Bombeiros, entre outros. As discussões acontecem nos períodos da manhã e tarde.

De acordo com Régia Martins do departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, da Semusa, a visita dos dois técnicos do Ministério da Saúde serve para auxiliar nas discussões. “Em setembro começamos a fazer um trabalho no sentido de que aqueles que trabalham diretamente com acidentes e óbitos no trânsito, falassem mesma linguagem. Para tanto, estamos hoje reunidos buscando dentro dos dados (formulários) preenchidos por cada um, o que há em comum. Assim poderemos cruzar estes dados e obtermos resultados mais satisfatórios, uma vez que cada órgão possui números de atendimentos distintos”, disse.

Ana Amélia Pedrosa, do Ministério da Saúde, disse que o trabalho desenvolvido no local é oferecer um apoio para o projeto ‘Vida no Trânsito’ da região Norte. “Trabalhamos com cidades como Porto Velho, Boa Vista, Rio Branco e Cuiabá, atuando nas questões técnicas voltadas para a produção de informação. Esta é a nossa estratégia conseguir com estas informações realizar ações efetivas para os problemas. A ideia é que haja a integração de todas as instituições públicas e privadas envolvidas na questão do trânsito. E a Saúde está junto porque recebe as vidas acidentadas”, afirma.

A doutora em saúde pública e coordenadora do observatório de violência, da Universidade Federal de Rondônia, Maria Inês Ferreira de Miranda, explica que Porto Velho foi apontada como a capital nacional de maior índice por mortes, superando São Paulo por proporção. “Isso por causa de diversos fatores, mas principalmente devido à falta de cultura do condutor que ainda não observa a questão da paz no trânsito. No entanto, já estamos avançando, somos a primeira cidade do país a ter o Plano de Mobilidade e continuaremos a colocá-lo em execução, para melhoria do trânsito”, lembra.

Fonte: Rebeca Barca

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