Domingo, 3 de abril de 2011 - 08h29
Há uma semana, a Prefeitura de Porto Velho iniciou o projeto piloto de Coleta Seletiva de lixo seco. Os bairros Alphaville e Conjunto Rio Candeias são os primeiros a participarem da instalação do projeto para análise dos resultados das coletas semanais. “Semana passada recolhemos quatrocentos quilos de lixo seco, a nossa expectativa era para um número maior, mas como se trata de uma fase de implantação de um novo processo de descarte do lixo acreditamos que a cada semana este número vai subir e chegar ao ideal. As coletas nestes dois bairros serão realizadas todas as quintas-feiras”, analisou Emanuel Neri, engenheiro da Secretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb).
Na última quinta-feira, 31, pela parte da manhã a coleta foi feita no Alphaville e pela parte da tarde no Rio Candeias todo material recolhido é levado até a Vila Princesa onde é pesado e entregue às associações de catadores de material reciclável, que processam a seleção dos diversos materiais, como plástico, vidro, metal, papel, PET, entre outros, para comercializar diretamente com os compradores.
Todo material recolhido nesta quinta-feira, foi levado para a Vila Princesa e está sendo pesado e selecionado. O resultado desta segunda coleta será cruzado com o resultado da primeira coleta para formar um relatório periódico sobre o tipo de material que está sendo descartado, a qualidade, a quantidade e outros dados importantes para ajudar a ampliar o projeto para outros bairros da Capital.
Setor Público
Além da participação dos munícipes e das empresas destes dois bairros, a Semusb também ampliou a coleta seletiva para o setor público. O Ministério Público e o Tribunal de Justiça já selecionam e disponibilizam o material reciclável separado do lixo úmido para ser beneficiado. A coleta seletiva nos órgãos públicos obedece outro calendário e rotina. “Outros órgãos federais já oficializaram a participação no projeto e a cada semana estamos ampliando os pontos de coleta. O Prefeito Roberto Sobrinho já assinou um decreto determinando às secretarias municipais que se adequem a esta nova forma de seleção e descarte do material reciclável, informou Jair Ramirez, secretário municipal Semusb. “É importante destacar que por mês uma pessoa que trabalha no lixão separando o lixo seco do úmido consegue processar cerca de mil e quinhentos quilos de material. Com a coleta seletiva feita previamente diretamente das casas, o trabalho rende mais em tempo e financeiramente, diminui os riscos de contaminação tanto para o trabalhador quanto para o meio ambiente”, explicou Emanuel.
Fonte: Fabrícius Bariani
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