Quarta-feira, 17 de abril de 2013 - 16h39
Os relatórios dos exames batimétricos, desenvolvidos pela Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM), que medem a profundidade e a correnteza em suas relações com os problemas de desbarrancamentos nas margens do rio Madeira, foram divulgados no dia 16/04. A Prefeitura Municipal de Porto Velho, na pessoa do Coronel Pimentel, Coordenador da Defesa Civil Municipal, convocou diversos outros órgãos, tais como o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os Bombeiros e também alguns especialistas geomorfólogos para que apresentassem, semelhantemente, seus relatórios sobre estudos pertinentes às suas áreas específicas de análise para somarem aos relatórios da CPRM. Esses relatórios podem fornecer uma visão conjuntural bastante ampla quanto ao conjunto dos problemas dos desbarrancamentos.
“De posse dessa documentação, vamos encaminhar ao Ministério Público a solicitação de uma reunião com a empresa Santo Antônio Energia e o grupo de técnicos, especialistas e representantes das instituições públicas que conseguimos reunir. Pretendemos tratar desses assuntos respaldados em visões técnicas e em estudos abalizados dos especialistas”, explicou o Coordenador.
Sobre os resultados de alguns desses relatórios, o coordenador da Defesa Civil Municipal adiantou algumas informações, tais como a realidade da progressividade constante do desbarrancamento; o fato de que os esforços para impedimento do avanço desse movimento devem ser imediatos, havendo o risco real de que algumas regiões não possam mais ser protegidas, no entanto, isso implica lidar com outro problema, uma vez que as obras de reparação só podem ser realizadas em período da vazante do rio, ou seja, quando se encerrarem os dias chuvosos, enfim, algumas conclusões como essas já podem ser adiantadas pelo trabalho de conectar as diversas análises, “No entanto, somente saberemos qual a melhor forma de ação a ser aplicada após a reunião no Ministério Público que reúna todo esse pessoal e as empresas de energia. Há a possibilidade de que algumas das áreas das comunidades que estejam muito próximas à beira do rio precisem ser remanejadas, isto é, deslocadas para região mais afastada, porém, todos os nossos esforços estão voltados para resolver eficazmente os problemas dos desbarrancamentos sem precisar remover nada, somente com obras de proteção às margens. Serão esforços grandiosos, já sabemos disso, mas temos que empregar todo nosso empenho nesse sentido, para isso estamos nos preparando para uma grande ação conjunta”, explica Pimentel.
Fonte: Renato Menghi
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