Quinta-feira, 25 de outubro de 2012 - 08h46
O secretário de Estado da Saúde de Rondônia, Gilvan Ramos, disse na manhã de ontem, quarta-feira (24), durante reunião com os sindicatos representativos da saúde estadual que o Governo está falido e não tem como garantir o aumento previsto no projeto de revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos servidores da saúde. 
De acordo com o secretário, a única coisa que os cofres do Estado permite é arcar com o realinhamento dos vencimentos e as progressões horizontais e verticais. O reajuste faz parte do acordo entabulado entre os sindicatos e a Justiça que suspendeu a greve da categoria, em maio desse ano. A reunião ocorreu na Assembleia Legislativa.
De acordo com o presidente do Sindsaúde, Caio Marin, a situação mais marcante da reunião não foi nem tanto a postura do secretário de saúde quanto ao cumprimento do acordo, mas sim na exposição da verdadeira situação caótica dos cofres públicos do Estado.
“Iremos acionar judicialmente o Governo do Estado para que possamos abrir a caixa preta da saúde. O Executivo alega não ter dinheiro, mas continua gastando alto com hospitais particulares e contratando emergenciais e comissionados. Há algo de errado na execução do orçamento e vamos descobrir o que é”, ressaltou.
As declarações do presidente Caio Marin é em cima do que disse o presidente da Assembleia Legislativa, Hermínio Coelho (PSD), que mediou a reunião. Hermínio disse durante a reunião que a Casa de Leis tem autorizada várias suplementações à saúde e a situação continua a mesma. “A situação financeira do Estado está mesmo caótica e uma verdadeira bagunça”, disse Hermínio.
A partir da próxima semana, o Sindsaúde vai realizar assembléia geral com a categoria para discutir a proposta do Governo do Estado. Dia 30 de outubro expira o prazo de envio da Mensagem do PCCR da Saúde, conforme acordo celebrado entre a Justiça, o Estado, e os sindicatos representativos da saúde estadual.
Caio finalizou alertando que, já na próxima semana os servidores da saúde poderão deliberar pelo retorno da greve. “O sindicatos cumpriram o acordo e a categoria aceitou suspender a paralisação confiando na palavra do Governo. A saúde continua caótica e caso a greve seja reativada, haverá um verdadeiro colapso no setor”, finalizou.
Além do Sindsaúde, os sindicatos presentes foram o Simero (Médicos), Sinderon (Enfermagem) e Sintraer (Apoio Administrativo).
Fonte: Marcos Santana
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