Porto Velho (RO) sexta-feira, 26 de junho de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Política

Padre Ton mostra preocupação com portaria da AGU que paralisa processos de demarcação terras


Coordenador da Frente Parlamentar de Apoio aos Povos Indígenas, o deputado Padre Ton (PT-RO) disse ontem (18) ter se surpreendido com a edição da Portaria 303, da Advocacia Geral da União (AGU), que estabelece em seu artigo 2º a suspensão de procedimentos de demarcação de terras indígenas que estejam em desacordo com as condicionantes elencadas pelo Supremo Tribunal Federal na Petição 3388, por ocasião da decisão da Corte que acolheu a demarcação em terra contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. No prazo de 120 dias os processos devem ser revistos.

“A portaria também propõe revisão de demarcação já concluída. Para mim, pode gerar uma avalanche de ações de advogados e procuradores em processos judiciais relacionados a terras indígenas em todo o país e de interesse de grandes grupos econômicos, na área do agronegócio e mineração por exemplo”, diz Padre Ton.

“Além do mais, até onde sabemos, a AGU não poderia utilizar as condicionantes do STF, adotando-as de forma vinculante a todas as áreas indígenas, porque simplesmente a Corte assim não decidiu. O mérito da questão ainda não foi julgado, mas a AGU já se antecipou, o que julgo temerário porque pode ampliar conflitos fundiários envolvendo a posse de terras indígenas”, avalia o deputado.

Em entrevista à Rádio Câmara, hoje (18) pela manhã, o deputado disse também que a Portaria gera o esvaziamento da Fundação Nacional do Índio (Funai), e muda a rota de diálogo que pautou o governo federal nos últimos anos, estabelecido com o movimento social.

“Não somos contra o governo, em atendimento às necessidades da nação, instalar bases militares, construir hidrelétricas, expandir a malha viária e fazer outras intervenções em terras indígenas. O problema é que a portaria diz que fará isso independente de consulta à Funai ou aos povos indígenas afetados. É uma afronta à Constituição e aos acordos e convenções dos quais o país é signatário”, diz o deputado.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou nota em que repudia a portaria, taxando-a de “excrescência jurídica”. “É um ato de profundo desrespeito e afronta aos povos indígenas e a seus direitos constitucionalmente garantidos”, diz a nota. A entidade pretende recorrer contra a medida.

Fonte: Mara Paraguassu
 

Gente de OpiniãoSexta-feira, 26 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Cristiane Lopes fortalece inclusão em Rondônia com lançamento do Projeto PCD + Mães Atípicas em Urupá

Cristiane Lopes fortalece inclusão em Rondônia com lançamento do Projeto PCD + Mães Atípicas em Urupá

A defesa das famílias atípicas e das pessoas com deficiência segue como uma das principais prioridades do mandato da deputada federal Cristiane Lope

Assembleia Legislativa aprova R$ 11,8 milhões para fortalecer ações da Emater em Rondônia

Assembleia Legislativa aprova R$ 11,8 milhões para fortalecer ações da Emater em Rondônia

A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) aprovou, na sessão ordinária da última terça-feira (23), dois projetos de lei encaminhados pelo Poder E

Deputados aprovam R$ 11,6 milhões para ampliar ações sociais e proteção à população

Deputados aprovam R$ 11,6 milhões para ampliar ações sociais e proteção à população

O Plenário da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) aprovou, na sessão de terça-feira (23), um projeto de lei que autoriza a destinação de R$ 1

Alero realiza audiência pública para fortalecer políticas de inclusão e direitos das pessoas com deficiência

Alero realiza audiência pública para fortalecer políticas de inclusão e direitos das pessoas com deficiência

Reafirmando seu compromisso com a inclusão, a acessibilidade e a participação social, a Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) realiza na próx

Gente de Opinião Sexta-feira, 26 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)