Sexta-feira, 19 de dezembro de 2008 - 12h01
No ano passado e nesse ano, as empresas de ônibus de Porto Velho colocaram mais 45 coletivos novos, ampliaram os serviços, colocaram ônibus especiais para deficientes e investiram, com a e renovação da frota e outros serviços, algo em torno de 10 milhões de reais. Mesmo sem reajuste da tarifa durante dois anos, as empresas associadas ao Sindicato das Empresas de Transporte de Porto Velho - SET continuaram a prestação de serviço sem mexer no valor das passagens. O ultimo aumento foi em janeiro de 2006, enquanto, por exemplo, só em termos de reajustes salariais, as empresas concederam dois, nesse período.
É por isso que a entidade que reúne as empresas de transportes da Capital se viu obrigada a solicitar reajuste das tarifas junto a Prefeitura Municipal, solicitando um valor mais próximo da realidade do mercado.
Segundo o presidente do Sindicato, Marcelo Cavalcante, em outros estados as passagens recebem reajuste anual e há outros em que o transporte coletivo tem subsídios, coisa que em Porto Velho não ocorre. "Mesmo com o aumento de preços dos insumos, fizemos todos os esforços para manter a mesma tarifa por tanto tempo. Contudo, se não houver um reajuste real agora, as empresas começarão a trabalhar no vermelho e não terão como prestar um serviço da mesma qualidade para a população.
Para seguir as exigências legais, alias como sempre faz em todas as suas ações, o SET encaminhou a Prefeitura uma planilha de custos, explicitando todos os seus gastos, investimentos e necessidades para a manutenção de uma frota de qualidade e que possa continuar ampliando os serviços prestados à coletividade.
Uma das questões importantes que sempre devem ser consideradas é que o sistema de transporte coletivo da Capital gera emprego direto para mais de 700 funcionários e outros cerca de dois mil empregos indiretos. Mais que isso, mesmo com todas as dificuldades e a perspectiva de crises anunciadas no mercado internacional que podem chegar até aqui, o sistema não fez demissões. Pelo contrário, só no ano passado foi contratada mais de uma centena de funcionários.
Marcelo Cavalcante destaca que, mesmo sem qualquer subsídio, como existe por exemplo em Manaus, onde as empresas de transportes não pagam ISS e tem isenção do ICMS no diesel, o SET e suas associadas tem trabalhado duramente para melhorar cada vez mais seus serviços e atender mais gente.
Fonte: Sergio Pires
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