Sexta-feira, 26 de julho de 2013 - 00h15
Recentemente foram realizados novos estudos à cerca da situação da dengue na cidade de Porto Velho, os resultados obtidos demonstraram uma acentuada queda na incidência do mosquito Aedes aegypti após um trabalho contínuo de tratamento e controle dos focos da doença. A mobilização faz parte das políticas de proteção e prevenção da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) através do Departamento de Controle de Zoonoses (DCZ).
Em janeiro desse ano o Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) feito pelo Programa Municipal de Controle da Dengue classificou a cidade em alto risco de surto, visto que o máximo aceitável é de 1%. Verificou-se também que as principais áreas de incidência eram as zonas central e norte, com criadouros em lixo doméstico, sucatas e entulhos.
A partir desse diagnóstico foi organizada uma ação conjunta de mobilização para o tratamento e a eliminação dos focos nas áreas críticas, o grande mutirão de limpeza durou 20 dias e contou com mais de 90 profissionais da Semusa, Semob e Semusb, além da cooperação de militares da Base Aérea, 5º BEC e 17ª Brigada de Infantaria e Selva após treinamento ministrado pelo DCZ.
Um novo levantamento foi feito entre os dias 24 de junho e 05 de julho a fim de reavaliar os resultados obtidos com a mobilização e com o novo IIP estabelecer estratégias para a continuidade do trabalho de redução. A operação envolveu 115 pessoas com ajuda de colaboradores da Usina de Santo Antônio e agentes comunitários de endemias das regiões do Baixo Madeira, Jaci-Paraná e Joana D'arc. Foram visitados 68 bairros, com um total de 7734 imóveis visitados.
O novo estudo atestou que o IIP em Porto Velho caiu mais da metade, passando de 6,7% para 2,7%. Segundo o diretor do DCZ, Rosenilton Neves, o sucesso obtido com as operações de mobilização contra o mosquito da dengue abre portas para o engajamento em novas ações de prevenção e controle do vetor da doença, o foco agora é dedicar-se nos próximos meses para evitar um possível surto a partir de novembro, quando começa o inverno amazônico.
“A Semusa e o DCZ tem buscado parcerias e ressaltam que o trabalho de prevenção da dengue deve ser intersetorial, com empenho tanto da iniciativa pública quanto das organizações privadas. O apoio da população em geral também é de extrema importância, afinal a dengue é um problema que atinge todos”, completou o diretor.
Fonte: Collien Rodrigo
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