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Política

Marli Caúla não responde às reivindicações dos trabalhadores em educação


 
A secretária de Estado da Educação, Marli Caúla, recebeu na manhã desta quarta-feira, dia 03/03, a direção do Sintero, em uma audiência solicitada pelo sindicato para tratar da pauta de reivindicação dos trabalhadores em educação protocolada ainda em dezembro de 2009.

Confirmando a tendência do governo do Estado de tratar a educação “a pão e água”, Marli Caúla não respondeu às reivindicações apresentadas, limitando-se a dizer que o governo não tem recursos para reajustar os salários.

Participaram da audiência a presidente do Sintero, Claudir Mata, e os diretores Manoel Rodrigues (Secretário Geral), Rosana Reis (Finanças), Nereu Klosinski (Assuntos Jurídicos) e Haroldo Félix (Diretor da Regional Norte).

Os representantes dos trabalhadores em educação argumentaram que a categoria não suporta mais a defasagem salarial. Nos sete anos da administração do atual governo as perdas salariais acumuladas ultrapassam 20%.

Nesse mesmo período a arrecadação do Estado cresceu mais de 250%. Com o aumento da arrecadação o percentual de comprometimento das receitas com folha de pagamento caiu para 37%, quando a Lei de Responsabilidade Fiscal permite o gasto de até 49% com pessoal. Isso significa que o governo possui recursos e possui margem para reajustar o salário.

A secretária Marli Caúla admitiu que nesse período não houve um aumento considerável do número de salas de aula, mas não soube explicar como são gastos os R$ 605 milhões do orçamento destinados à educação.

O certo é que no ano de 2009 o governador aumentou o próprio salário, o do vice-governador e dos secretários em 25%. Aumentou os maiores salários do governo e criou milhares de cargos comissionados para livre nomeação sem concurso público.

Diante de tantas evidências da falta de vontade política do governo de pelo menos repor as perdas salariais da educação, a secretária Marli Caúla não teve argumentos para que o governo não conceda aumento salarial ainda no mês de março, já que a partir de abril a legislação restringe essa prática em ano eleitoral.

Fonte: Ascom

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