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Mais 98 famílias são remanejadas da região do Cai N’água


“Graça a Deus a partir de hoje não vou mais me preocupar com a água invadindo a minha casa, de conviver com ratos, cobras e outros bichos. Agora tenho uma casa segura pra morar com meus filhos. A partir de agora é vida nova para a minha família com o fim do tormentoMais 98 famílias são remanejadas da região do Cai N’água  - Gente de Opinião que vivia ali próximo do rio.” Assim se manifestou a senhora Maria Cleide, de 44 anos, após receber das mãos do prefeito Roberto sobrinho a chave de sua nova casa, no conjunto habitacional Candelária I. A família dela é uma das 98 que foram remanejadas pela Prefeitura de Porto Velho, nesta quinta-feira, 06, das áreas de riscos dos bairros Baixa da União e Triângulo, no Cai N’água.

A entrega das unidades habitacionais aconteceu em uma solenidade ocorrida no próprio conjunto habitacional, localizado na Estrada de Santo Antônio próximo da área de onde as famílias foram remanejadas. Além da entrega do imóvel a custo zero, a prefeitura também garantiu o transporte dos pertences da família. A mudança, coordenada pela Secretaria Municipal de Regularização Fundiária e Habitação (Semur), durou o dia todo.
 

Interesse social

No local, o prefeito Roberto Sobrinho lembrou da visita que fez às famílias logo após a grande enchente de 2005, que inundou toda a região do Cai N’água, ocasião em que pode constatar o sofrimento que elas passavam no local durante todo o período do inverno, sujeitas as condições de cheia do rio Madeira. “Logo em seguida a essa visita, fui à Brasília, e no Ministério da Integração Regional, junto com o deputado Eduardo Valverde, consegui o recurso para a construção das casas. A verba foi liberada no ano seguinte, mas teve que ser paralisada, porque a Associação dos Amigos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré entrou com uma ação na Justiça emperrando a sequência da obra. Por isso só agora estamos fazendo a entrega das casas”, disse o prefeito.

Mais 98 famílias são remanejadas da região do Cai N’água  - Gente de OpiniãoRoberto Sobrinho também afirmou que o Candelária I está localizado numa das regiões mais nobre de Porto Velho, e ao invés de ceder a área para a especulação imobiliária ou para a construção de condomínios de luxo, preferiu optar em beneficiar as famílias de baixa renda que moravam em condições inadequadas à beira do Madeira. “Muitas dessas famílias agora vão poder sair do aluguel e guardar esse dinheiro para outras coisas, como por exemplo, investir na ampliação da casa, pois há área para expansão. E é isso que queremos estimular, que as famílias não apenas cuidem da casa, mas também façam as melhorias necessárias que acharem convenientes”, afirmou.

O secretário Ian Kleber, da Semur, adiantou que logo após tomar posse, o prefeito Roberto Sobrinho determinou a realização de um levantamento para identificar o número de famílias que moravam em áreas de riscos na capital. A partir desse diagnóstico foi criado o programa Igarapés do Madeira, que visa garantir moradia digna a quem mora às margens dos rios, igarapés e canais. “Assim nasceu esse programa de grande interesse social. Hoje várias obras habitacionais estão sendo executadas pela prefeitura destinadas às famílias de baixa renda que começam a ser retiradas desses locais. No final do ano passado, já havíamos removido duzentas e quarenta famílias da mesma região do Cai N’água para um conjunto de apartamentos. Agora são mais 98. Já são mais de mil e trezentas pessoas tiradas desses locais sem condições de moradia para uma área melhor estruturada”, disse o secretário Ian Kleber.
 

Natal bem melhor

Primeira a receber a chave da casa das mãos do prefeito, Maria Cleide, disse que já morava na Baixa da União há cerca de 12 anos. Animada, ela já começava a fazer planos para depois que se mudasse para o novo imóvel. “Tenho quatro filhos e quero construir um quarto para eles. Por isso vou me programar ampliar a casa. E uma certeza já tenho. Esse Natal será bem melhor do que os outros doze que passei na outra casa.

Delcimar Moreira, 58 anos, morava na região do Cai N’água desde 2000. Ela afirmou que o local sempre apresentava risco por causa das pontes que eram muito estreitas. Mas o perigo maior era durante o inverno. “Os meus filhos estudam e quando chovia ninguém conseguia sair de casa. Agora vou morar num bairro novo, numa casa bonita, um abrigo decente para mim e meus filhos. Só tenho a agradecer o prefeito pela casa que ganhei. Foi um verdadeiro presente de Natal”, falou.

O sentimento de satisfação também visível no rosto de José Arnaldo, 77 anos, um amazonense que vive em Rondônia desde 1958 e há 15 residindo no bairro Triângulo. “Era muito difícil viver lá onde eu morava. Quando vinha a chuva acabava a alegria da gente. Mas agora tudo isso é passado. Tenho uma moradia boa que posso dizer que é minha de fato e de direito. Tudo graças ao prefeito. Ele foi o único que olhou por nós. Passaram muitos prefeitos por Porto Velho, mas foi ele quem nos tirou de lá, da área de risco”, frisou.

Participaram da solenidade, acompanhando o prefeito Roberto Sobrinho, a deputada estadual Epifânia Barbosa (PT); o gerente regional da Caixa Econômica Federal, Wilson Alves; o secretário Israel Xavier, da Secretaria de Projetos e Obras Especiais (Sempre), e os vereadores Eduardo Rodrigues (PV), Ramiro Negreiros (PMDB), DJ Moisés (PV) Cláudio Carvalho (PT) e Marinho Melo (PMDB).

Fonte: Joel Elias
Foto: Frank Néry

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