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Política

Kanindé realiza oficina com os índios Cinta Larga para a elaboração do etnozoneamento da Terra Indígena


A equipe de técnicos e pesquisadores da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé acaba de retornar da TI Roosevelt onde concluiu o mapa do Etnozoneamento da Terra Indígena. A oficina foi realizada na aldeia 14 de abril sob o comando de Ivaneide Bandeira e coordenação de Ivanete Bandeira, atual coordenadora geral da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé. O trabalho vem sendo desenvolvido há dois anos, a partir do Diagnóstico Etnoambiental Participativo e Etnozoneamento da Terra Indígena Roosevelt, que vem sendo realizado pela Kanindé em parceria com a FUNAI e o Conselho do Povo Cinta Larga.

Kanindé realiza oficina com os índios Cinta Larga para a elaboração do etnozoneamento da Terra Indígena - Gente de Opinião

A oficina de Etnozoneamento faz parte de uma série de ferramentas colaborativas estratégicas para o processo de construção do Diagnóstico Etnoambiental Participativo e Etnozoneamento da Terra Indígena Roosevelt, que vem sendo realizado pela Kanindé em parceria com a FUNAI e o Conselho do Povo Cinta Larga. Neste processo, já foram realizadas oficinas de noções básicas de cartografia, GPS, mapeamento colaborativo, de avaliação ecológica e calendário ecológico que geraram informações para o etnozoneamento.

A atividade teve como objetivo central discutir as categorias de uso, ocupação e estratégia de segurança territorial, que subsidiaram a construção do planejamento estratégico da gestão territorial da TI Roosevelt.

As categorias foram definidas pela comunidade e divididas em zonas de monitoramento ambiental, de ocupação, de coleta e de reserva. Cada uma delas será validada em campo na sequência das atividades, explica a coordenadora da Kanindé Ivanete Bandeira.

Kanindé realiza oficina com os índios Cinta Larga para a elaboração do etnozoneamento da Terra Indígena - Gente de Opinião

A oficina faz parte de uma série de ferramentas para o processo de construção do Plano de Gestão Ambiental e Territorial da TI Roosevelt.

Segundo Ivaneide Bandeira, historiadora da Kaninde, responsável pelo trabalho junto aos indígenas, “o processo de etnozoneamento é um passo fundamental para o planejamento da gestão de um território indígena, pois desperta um sentimento de soberania territorial”.

O próximo passo será a estruturação de todas as informações colhidas durante o Diagnóstico Etnoambiental Participativo e Etnozoneamento da Terra Indígena Roosevelt, que vem sendo realizado pela Kanindé em parceria com a FUNAI e o Conselho do Povo Cinta Larga.

Fonte: Ascom Kanindé / Fotos: Ivaneide Bandeira

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