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Política

Grupo de Trabalho para propor ações contra alagações


A produção de dados para a elaboração de políticas públicas direcionadas à proteção dos igarapés de Porto Velho e à prevenção de alagações é o principal objetivo do Grupo de Trabalho (GT), integrado pela prefeitura da capital, pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e pela Universidade Federal de Rondônia (Unir). No GT o município é representado pelas secretarias de Planejamento e Gestão (Sempla) e de Projetos e Obras Especiais (Sempre). A criação do GT foi anunciada em uma reunião no Ministério Público Estadual.

Para a secretária adjunta da Sempre, Silvana Cavol, ter em mãos esse diagnóstico é importante para que o município possa trabalhar de forma mais eficiente as obras de combate às enchentes e alagações, que ainda ocorrem em algumas áreas da cidade. “Com essas informações vamos poder adequar os nossos projetos, e até o Plano Diretor, se for o caso, para podermos trabalhar as ações preventivas de forma mais efetiva e eficiente”, disse.

No entanto a secretária adjunta da Sempre adiantou que o grande problema enfrentado hoje, em Porto Velho, é a ocupação das áreas de inundações, principalmente às margens dos canais que cortam a cidade. A saída é a remoção das famílias para que essas áreas sejam urbanizadas.

Como medida de prevenção, a prefeitura já realiza um trabalho de monitoramento dos canais que possibilitou a realização de um estudo sobre os igarapés Grande e Santa Bárbara, que verificou os níveis de risco (baixo, médio e alto) nesses locais. Os dados foram coletados a partir da instalação de pluviômetros (equipamentos utilizados para medir o volume das chuvas) e também por meio do trabalho de campo dos estagiários do curso de engenharia civil da Unir e Faro. Essas informações são coletadas pelo Sipam e o monitoramento das bacias está sob a responsabilidade da Defesa Civil Municipal.

Por meio do projeto, foram instaladas cinco estações pluviométricas, nas bacias do Santa Bárbara e Igarapé Grande, igarapé do Tancredo Neves, da Penal, Canal dos Tanques e Caladinho. As estações estão alojadas na escola Guadalupe (Bacia da Penal), Joaquim Vicente Rondon (Bacia Grande) Sesi, Colégio Tiradentes e escola Marcelo Cândia.

O diagnóstico e mapeamento de riscos na bacia do Igarapé Grande, trabalho executado por estudantes da Unir sob supervisão da professora Eloisa Della Justina, foi apresentado na reunião ocorrida no MP. O estudo constata que a maior bacia urbana da capital tem seu leito invadido por moradias e foram registrados desmoronamentos em diversos pontos, como nas ruas Três e Meio, Cingapura e Pinheiro. Na próxima etapa será feito o zoneamento que apontará as áreas que alagam e sujeitas a desmoronamento ao longo do córrego. O estudo também será feito nos demais igarapés da cidade.

Na reunião, o Sipam também apresentou o primeiro estudo feito em cima dos dados coletados pelas estações pluviométricas, que registram o volume nesses locais. Nesse primeiro momento, foi dado enfoque à distribuição espacial de alguns eventos de chuva (com acumulados acima de 100 milímetros), como o ocorrido no último Natal. Os resultados mostraram grande variabilidade entre a quantidade de chuva nas diferentes zonas da cidade, mas não puderam comprovar, ainda, onde a incidência de chuva é maior.

No encontro, o representante do Sipam, José Carvalho, chefe da Divisão de Meteorologia do órgão, adiantou que essa análise não pode ser feita porque o estudo abrangeu o período dos últimos três meses, o que é insuficiente para se ter um padrão de distribuição espacial de precipitação pluviométrica. Mas que esse diagnóstico será conhecido com a continuidade do monitoramento.

Fonte:
 Joel Elias

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