Segunda-feira, 16 de julho de 2012 - 17h33
A greve dos professores das universidades federais brasileiras completa dois meses nesta terça-feira, dia 17, e, de acordo com a orientação do Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) às regionais, o movimento deverá continuar ainda mais forte. O presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Rondônia (Adunir), professor Delson Barcellos Xavier, afirma que a programação começa a partir das 9 horas, no campus José Ribeiro Filho (quilômetro 9 da BR-364, saída para Rio Branco), com uma assembleia geral dos professores.
Para comemorar essa infeliz data – que jamais gostaríamos de atingir, enfatiza o presidente da Adunir –, o Comando de Greve organizou, também para esta terça-feira, um ato público em frente ao portão de entrada do Campus da Unir, com apresentação artística da banda “Negocia Dilma” e, por volta do meio dia, será servido uma feijoada solidária.
No final da semana passada, o Governo Federal autorizou os ministérios do Planejamento e Gestão e da Educação a apresentar uma proposta ao movimento grevista nacional. No mesmo dia, na sexta-feira, professores mais ligados ao Andes já se manifestaram contra a proposta, argumentando que ela apresentava sérios problemas. Pelo texto apresentado pelo Ministério do Planejamento, estariam previstos aumentos de até 45% e mudanças no plano de carreira dos professores.
Os sindicatos regionais têm até sexta-feira (20) para enviar ao Andes os resultados das assembleias locais para, a partir daí, ser construída uma posição unificada. A próxima reunião com o governo está marcada para o dia 23. Além disso, o Andes recomenda “radicalizar” as ações da greve, “ampliando a paralisação”.
O presidente da Adunir, Delson Xavier, lembra ainda que, no caso de Rondônia, a questão não passa somente pela recomposição salarial, já que a Unir - a única pública de Rondônia -, como todos tomaram conhecimento com a crise que culminou com a renúncia do ex-reitor, convive com sérios problemas estruturais e de falta de técnicos. “Não estamos felizes com a greve, mas o Governo Federal não nos deixa alternativa. E é necessário que a sociedade entenda que essa paralisação tem o objetivo de melhorar a qualidade do ensino que é oferecido aos seus filhos”, acentua Delson.
Fonte: Ascom / Adunir
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