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Funasa/RO realiza ação de saúde na aldeia Karitiana


 
O Distrito Especial Indígena de Porto Velho (Dsei), da Coordenação Regional de Rondônia (Core-RO), em parceria com o Departamento de Saúde Indígena (Desai) da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), está realizando desde a última sexta-feira (02.10), ação diagnóstica de tuberculose na etnia Karitiana, em Porto Velho, com objetivo de detectar casos da doença.

Segundo a equipe de saúde responsável pelo trabalho, a ação ocorre em função do alto índice de tuberculose na comunidade. O objetivo é diagnosticar os casos positivos da doença na aldeia, para posterior acompanhamento e tratamento supervisionado.

As atividades, que prosseguem até a próxima sexta-feira (09), estão sendo realizadas através de buscas de sintomas respiratórios, prova tuberculínica (PPD), exames radiológico e bacteriológico, pesquisa de BAAR, avaliação clínica, entre outros.

O atendimento conta com a participação do médico, Luiz Carlos Alves Moreira, da Fundação instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro; da farmacêutica–bioquímica Eunice Atsuko Totumi Cunha, do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) do Mato Grosso do Sul; e da técnica de enfermagem do Desai, Eloína Moraes Karajá. Também compõe a equipe, um técnico em radiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Ariquemes, técnicos do Dsei Porto Velho e agentes indígenas de saúde.

Segundo o coordenador regional da Funasa de Rondônia, Josafá Piauhy Marreiro o apoio do Desai e do Dsei Ianomani, responsável pela cadência equipamento de Raios-X portátil, foram fundamentais para a execução do diagnóstico.

Aldeia Karitiana

A comunidade Karitiana está localizada a 95 km ao sul de Porto Velho, em uma área de 89.698 hectares, onde vivem uma população de aproximadamente 258 indígenas, que falam a língua Tupi/Arikén. Estes indígenas moram nas aldeias Central e Byjyty Osop Aky.

“Pacificados” em 1932, por Marechal Rondon, a etnia Karitiana tem como uma das principais fontes de renda, a produção e venda de artesanatos.

Os mais antigos preservam um pouco de sua medicina tradicional, como o uso da água de tucumã e da chuva para as doenças da visão; do cipó de abé e do rabo de tatu para dores de ouvido; do chá de mandonitenhô e minauã para diarréia e dor de barriga; a raiz de biquibê para dor de dente; do sumo da folha de gueá para controlar hemorragias, entre outros.

Fonte: Ascom/Funasa
 

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