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Política

FOLLADOR QUESTIONA E CHAMA A RESPONSABILIDADE DO IBAMA E ONG


 O deputado Adelino Follador questionou hoje (11) e chamou a responsabilidade do IBAMA e de uma série de Organizações Não Governamentais (ONG) que se calaram ante aos desastres causados pelas enchentes em vários municípios de Rondônia, sem que essas entidades tomem qualquer posição em defesa da vida das pessoas afetadas diretamente por essas intempéries, provocadas em parte pelas obras das usinas e Santo Antonio e Jirau.

Segundo o parlamentar a cidade de Guajará Mirim está isolada, sofrendo todo tipo de dificuldades, porque o IBAMA e algumas ONGs descompromissadas com o povo e com a própria natureza inviabilizaram a construção dos dois quilômetros restantes de estrada da BR-421, que ligaria as cidades de Guajará Mirim, Nova Mamoré, Vila Nova e todo o Vale do Guaporé à BR-364, o que eliminaria por completo qualquer possibilidade de isolamento do povo dessa região.

Da mesma forma, disse Adelino Follador, há anos o Governo tenta concluir a obra de recuperação da BR-319, que liga a cidade de Porto Velho à cidade de Manaus, sem sucesso, pois mesmo sendo uma estrada já existente e que muito já serviu a País, a obra está emperrada, e não há quem consiga transpor a barreira criada pelo IBAMA e pelas ONG “salvadoras da Amazônia”, que não permitem a recuperação de um pequeno trecho dentro do Estado do Amazonas.

A BR-319, a bem da verdade, nunca deixou de servir as comunidades de Rondônia e do Amazonas, mas o tráfego por ela só é possível com cavalo, jegue, burro, bois carroceiros ou veículos altos e traçados por falta de uma pista de rolamento adequada. O ex-presidente Lula, até prometeu transformá-la numa estrada parque, e que estaria pronta, à disposição do povo até a Copa do Mundo deste ano.

Para Adelino Follador, o papel do IBAMA de dessas ONG, na verdade, é um abuso estrutural, pois suas decisões, ao que se pode ver, não se baseiam em estudos ou estatísticas, mas puro e simplesmente em aparato político, que privilegia a fauna e flora em detrimento do homem. “Meu discurso não é contra a natureza, pois temos a consciência da necessidade da preservação; eu sou contra esses organismos que autorizaram a construção dessas hidrelétricas sem observar criteriosamente os impactos ambientais, que está resultando na morte do homem e das sociedades urbanas e rurais, que perderam o sonho de uma vida tranquila, e tudo que plantou, visto que parte das cidades e das plantações de vários municípios estão debaixo d’água, com perdas de toda ordem”, disse.

“Cadê o IBAMA e as ONG que se calam diante dos desastres provocados pelas usinas do Madeira?, indagou o deputado para afirmar que este é o ponto que exige discussão e solução.

Fonte: Ascom
 

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