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Embrapa Rondônia inicia semeadura do Programa Soja Livre


 Kadijah Suleiman

A Embrapa Rondônia já está com as Unidades Demonstrativas do Programa Soja Livre semeadas, localizadas nos campos experimentais da Empresa em Vilhena e Porto Velho. A partir da próxima semana serão instaladas as Unidades Demonstrativas de Cerejeiras, no campo experimental da Boa Safra, e em Ariquemes, no campo experimental do Instituto Federal de Rondônia (Ifro). Serão testadas 23 cultivares convencionais de soja (soja livre), semeadas em duas épocas, as quais serão apresentadas aos produtores rurais do Estado no começo do ano que vem nos dias de campo previstos em cada local.

“Algumas dessas cultivares da Embrapa já são conhecidas pelos produtores e outras são novidades. A finalidade é mostrar a eles o potencial produtivo e as características das variedades não geneticamente modificadas”, explica o pesquisador da Embrapa Soja, Rodrigo Brogin, que atua no campo experimental da Embrapa Rondônia em Vilhena.

A iniciativa é uma parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange) e Associação dos Produtores de Soja de Rondônia (Aprosoja RO). As empresas Boa Safra, AMaggi e Sementes Quati também são parceiros do Programa. “Muitos países, principalmente, da Europa e Ásia pagam melhor pela soja convencional e o Brasil tem potencial para atender a essa demanda de produção de soja não transgênica”, acrescenta Rodrigo.

Considerando que quase toda a área cultivada com soja em Rondônia utiliza cultivares convencionais do grão, o Programa Soja Livre vem para mostrar todo o potencial das cultivares convencionais de soja da Embrapa, visando também ampliar a oferta dessas cultivares e estimular a produção para atender ao mercado de soja Não-GM.
 

Soja Livre em RO

A vinda do Programa Soja Livre para Rondônia, além de apresentar novas tecnologias da Embrapa e ampliar a oferta de cultivares convencionais de alta qualidade, amplia a discussão sobre a recuperação de áreas degradadas no estado, especialmente pastagens, incorporando-as ao processo produtivo. De acordo com o pesquisador da Embrapa Rondônia, Samuel Oliveira, o alinhamento do Programa a sistemas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) favorece, inclusive, a produção sustentável, com ênfase na preservação de nascentes, margens de rios, encostas e topos de montanhas. A iLPF busca alternar pastagem com agricultura e floresta em uma mesma área. Isso recupera o solo, incrementa a renda e gera empregos.

Outro ponto positivo da cultura da soja é a fixação biológica do nitrogênio existente no ar e a transformação dele em matéria orgânica para a cultura, permitindo a redução do custo de produção e melhoria da fertilidade do solo. "Com isso, reduz-se a emissão dos gases de efeito estufa e, consequentemente, o aquecimento global, o que também está de acordo com o Programa Agricultura de Baixo Carbono [ABC] do Governo Federal, que oferece incentivos e recursos para os produtores rurais adotarem técnicas agrícolas sustentáveis", complementa Samuel.
 

Origem e Evolução do Programa Soja Livre

Na safra 2010/2011, a Embrapa, a Aprosoja e a Abrange lançaram o Programa Soja Livre, visando à construção de parcerias para ampliar a oferta de cultivares convencionais de soja para o estado de Mato Grosso e estimular a produção de grãos para atender ao mercado de soja não geneticamente modificada.

O Programa surgiu com o apoio da Aprosmat e da Fundação Rio Verde, patrocínio da Fundação Triângulo, Fundação Cerrados, Fundação Bahia e CTPA, e dos grupos AMaggi, Caramuru e Imcopa. Após o grande sucesso do Programa Soja Livre no Mato Grosso, em outros estados também estão sendo formatadas parcerias para a criação do Programa, tais como Rondônia, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná.

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