Terça-feira, 1 de outubro de 2013 - 15h27
A greve dos bancários completa nesta terça-feira, 1º de outubro, seu 13º dia desde sua deflagração e o número de agências de bancos públicos e privados e centros administrativos fechados chegou, de acordo com números da Contraf-CUT, a 10.822 em todo o país até o início da noite de ontem, segunda-feira.
Em Rondônia o número de agências fechadas aumentou para 106, já que a unidade do Itaú que foi inaugurada ainda ontem, bem ao lado da sede do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO), no Centro de Porto Velho, já está fechada e com os funcionários de braços cruzados.
Os bancários continuam esperando uma resposta da federação dos bancos (Fenaban) que recebeu do Comando Nacional dos Bancários um documento para que as negociações sejam retomadas mas, até o momento, nenhuma manifestação dos bancos.
A greve dos bancários começou no dia 19 de setembro e, passado todo esse tempo, a população começa a sentir os transtornos da paralisação que é culpa exclusiva dos banqueiros que não se manifestam para sequer uma nova rodada de negociação com o Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT.
A única proposta feita pelos bancos, em 5 de setembro, foi de reajustar salários, piso e vales refeição e alimentação em 6,1%, sem aumento real. O índice foi rejeitado em assembleias realizadas em todo o país, as mesmas que aprovaram o início da greve.
PRIVADOS NA LUTA
O presidente do SEEB-RO, José Pinheiro, disso que a greve em Rondônia continua crescendo e que, mesmo que o número de agências fechadas não seja universal (mas que ultrapassa o índice de 80%), o número de funcionários que aderem ao movimento cresce a cada dia.
“E o destaque desse ano é que os empregados dos bancos privados, aqueles que correm risco de retaliações por parte dos bancos, são o que mais estão ativos neste movimento. Um bom exemplo disso são os empregados do Santander, que em Porto Velho, cruzaram os braços mesmo. Um índice de praticamente 100% de adesão. É um fato a ser comemorado porque até quem corre o risco de perder o emprego por aderir à greve está aí, na frente das agências ou nas áreas de concentração”, comentou Pinheiro, anunciando que funcionários da agência da avenida Nações Unidas da Caixa, após reunião com o Sindicato, resolveram sair da agência e fortalecer a luta.
FONTE: RONDINELI GONZALEZ
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