Quarta-feira, 19 de março de 2014 - 19h30

Atualmente, 18 escolas estaduais abrigam cerca de 350 famílias em Porto Velho. “Estas escolas estão sofrendo prejuízos por causa da paralisação”, explica o Tenente Coronel Gregório, chefe do Departamento de Comunicação do Corpo de Bombeiros Militares do Estado de Rondônia (CBM/RO).
Segundo dados da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o prejuízo causado pela paralisação das aulas pode chegar a R$ 170 mil por dia. Além de todo o transtorno, o custo benefício não compensa, conforme o caso da Escola Castelo Branco que abriga cerca de 60 famílias, porém 1.600 alunos ficaram prejudicados pela interrupção das aulas, conforme afirmou o secretário da Seduc, Emerson Castro, na terça feira (18), em entrevista ao Programa Papo de Redação, da Rádio Parecis FM.
A Defesa Civil do Estado recebeu do Governo Federal barracas de campanha que serão montadas para abrigar as famílias. No primeiro momento serão 189 barracas que serão montadas no Parque dos Tanques, em uma área de 113.022 metros quadrados.
O Espaço contará com banheiros químicos para mulheres, homens e pessoas portadoras de deficiências; lavanderia, posto de saúde, área de assistência social, cozinha coletiva e espaço lúdico para atividades infantis.
Ter as famílias em um lugar único facilita a assistência, esclarece o Tenente Coronel BM Farias. “As caixas de água já foram instaladas, assim como as bombas e a parte elétrica e a previsão é de que até o fim da semana seja armada toda a estrutura que trará conforto, comodidade e privacidade para as famílias atingidas”, afirma.
A segurança é outro fator que não foi esquecido. “Por concentrar a estrutura em um local, a segurança ficará mais fácil. Iremos montar um posto da PM que atuará 24 horas”, explica o Tenente Coronel PM Bonfim.
“Na medida em que o governo pode ele tem auxiliado assim como toda a população que contribui com as cestas básicas”, conta dona Enides Alves Magalhães de 48 anos, que está alojada na Escola Castelo Branco junto com sua família de oito integrantes. “A minha casa é de Madeira e com a água ela ficou em péssimas condições. Acho que não tem nem como voltar”, relata.
Texto: Romeu Noé
Foto: Ésio Mendes
Fonte: Decom
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