Quinta-feira, 19 de maio de 2011 - 16h20
Uma série de irregularidades foi encontrada pela Comissão de Transportes, Obras e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa na construção onde funcionará a nova sede da Casa de Leis em Porto Velho. O presidente da comissão, deputado Valdivino Tucura (PRP) disse que poderá até mesmo pedir a paralisação da obra. O deputado Lorival Amorim (PMN) disse ter visto na inspeção realizada na manhã desta quinta-feira (19) “um desperdício de dinheiro público”. 
A comissão promoveu uma visita surpresa até o local da obra para apurar uma denúncia do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil no Estado de Rondônia (Sticcero). A intenção era verificar os aditivos e reajustes que elevaram o curso do empreendimento e também a situação dos funcionários, principalmente nas questões relacionadas à segurança.
O empresário Giuliano Borges foi avisado da chegada da comissão e chegou ao local logo após os deputados terem examinado a planta do prédio. Ele afirmou que estava tudo dentro dos padrões exigidos, alegando que os funcionários trabalhavam com equipamentos de segurança e que o Sticcero não tinha nenhuma razão concreta para apresentar a denúncia.
Assim que a inspeção foi iniciada, com o acompanhamento de Giuliano Borges, o deputado Lorival Amorim pediu para que fosse apontada no relatório a forma como uma grande quantidade de madeira de caixarias estava jogada próximo ao local onde estava depositada pedra brita. Pregos enferrujados com a ponta para cima representavam um risco para os operários, que passam constantemente por aquele ponto. O parlamentar pediu que o material fosse retirado imediatamente.
Os deputados encontraram diversos funcionários trabalhando sem luvas, sendo que dois deles explicaram não ter recebido o material da empresa. Próximo ao local onde é preparado o concreto, Lorival Amorim e Valdivino Tucura encontraram embalagens de sacos de cimento espalhadas e mais madeira com pregos enferrujados. Os deputados disseram ao empresário que o lixo deveriam ser retirado do local imediatamente.
Foi considerada uma falha grav
e a situação de uma laje, construída pela metade. A empresa estava fazendo uma emenda para terminar a cobertura. “Laje não pode ter emenda, não pode ter vibração”, disse Lorival Amorim. Ele também pediu que fosse apontado no relatório os problemas de alinhamento na construção, especificando onde estão algumas partes “tortas”, e também a possibilidade de infiltração de água.
Os deputados perguntaram a Giuliano Borges a razão do atraso na obra. O empresário disse que uma das causas foi a grande quantidade de pedra existente no terreno. Ele começou a explicar a dificuldade da empresa para escavar o solo e instalar as “sapatas” de concreto, mas Lorival Amorim disse que a explicação era desnecessária. “Eu era garimpeiro e sei muito bem como se escava um terreno como esse”, destacou.
Um outro problema considerado grave pela comissão foi o fato de alguns funcionários estarem exercendo funções diferentes das quais foram contratados. Havia casos de operários admitidos como serventes, mas que trabalhavam como marceneiros armadores. O servente, no caso, recebe um salário menor.
Valdivino Tucura e Lorival Amorim disseram que a Comissão de Transportes, Obras e Serviços Públicos aprofundará a investigações. Segundo os parlamentares, a impressão que tiveram não foi positiva.
Fonte: ALE/RO – DECOM
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