Quarta-feira, 21 de junho de 2023 - 11h41

A deputada
federal Cristiane Lopes, também membro da Frente Parlamentar da Agropecuária
(FPA) na Câmara Federal, tem se posicionado contra as medidas do IBAMA que
estão embargando propriedades rurais em diversas regiões do Sul do Amazonas,
com temor de que aconteça em Rondônia.
Cristiane
Lopes defende o diálogo entre as autoridades ambientais, os produtores rurais e
as entidades representativas do setor para encontrar soluções que permitam o
desenvolvimento sustentável das propriedades sem prejudicar a economia e a
subsistência das famílias. “O povo de Rondônia tem talento para trabalhar com a
terra, com a agricultura familiar e com o agronegócio, através dos pequenos e
médios produtores essa tem sido a força motriz da economia, com a geração de
empregos e renda”, avaliou.
Embora a
parlamentar reconheça a importância de monitorar e coibir o desmatamento
ilegal, ela enfatiza as consequências socioeconômicas que a medida do IBAMA irá
causar, como o aumento do desemprego e a diminuição da arrecadação.
Outra
preocupação manifestada pela parlamentar é em relação à regularização fundiária
urbana e rural em Rondônia e no Brasil, que há anos caminha em passos lentos,
sendo uma pauta de extrema urgência para que os produtores possam executar seu
trabalho, produzir alimentos, gerar empregos e renda com dignidade para este
país.
Em
Rondônia, esteve na Superintendência Estadual do IBAMA onde dialogou com o
superintendente da pasta, César Guimarães. Em outro momento, também conversou
com os advogados, Dr. Pablo Martins e Dr. Dagoberto Santos, sobre a situação de
várias famílias que vêm sendo notificadas em suas propriedades, especificamente
na Ponta do Abunã, região de distrito de Porto Velho, e acredita que outras
regiões também poderão ser atingidas.
Com mais
de 110 mil propriedades rurais atuando na bovinocultura, Rondônia desponta
possuindo o maior rebanho bovino dentro das áreas nacionais reconhecidas
internacionalmente, livre de febre aftosa com mais de 17,6 milhões de cabeças
de gado. A partir desse diagnóstico, são necessárias discussões e consultas
públicas que permitam a elaboração de propostas de planejamento adequadas para
as áreas mais desmatadas.
Diante de
todas as situações expostas a deputada federal defende o diálogo para soluções
justas e que haja uma conciliação entre a preservação do meio ambiente e o
desenvolvimento sustentável do estado. “Que possamos olhar com mais respeito e
solidariedade ao homem e a mulher do campo para que juntos possamos apresentar
soluções merecidas e desejadas para que eles continuem a alimentar não só
Rondônia, como todo Brasil”, finalizou.
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