Quinta-feira, 12 de março de 2015 - 15h03
A fim de estreitar as relações comerciais com a Bolívia, o diretor Administrativo e Financeiro da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (SOPH), João Bosco de Araújo e equipe técnica do Porto participaram do 1º Fórum Internacional Fronteira Agrícola do Beni e seu potencial agroexportador através da hidrovia Mamoré-Madeira, realizado na última semana em Trinidad, naquele país.
O convite havia sido feito durante uma visita ao Porto Organizado em Porto Velho, no final de de fevereiro, e demonstra a preocupação das autoridades bolivianas em conciliar o aumento da produção de soja e seu devido escoamento, uma vez que existe a possibilidade de construir um novo porto tipo IP4 (porto de pequeno porte) – uma instalação destinada a movimentação de cargas e pessoas ou ambas em Guajará-Mirim, que já dispõe de uma alfândega. A implantação deste terminal portuário está a cargo da Secretaria de Portos (SEP) e poderá gerar novas posições de trabalho, renda e receita para o Estado de Rondônia.
Atualmente, a produção é exportada pelo porto de Santos (SP) e a carga leva pelo menos 60 dias para percorrer o trajeto Santa Cruz a Santos pelas hidrovias Paraná/Paraguai e Tietê/Paraná, enquanto que ao utilizar a nova estrutura pela hidrovia Mamoré-Madeira não ultrapassaria a marca de 20 dias para chegar ao porto de Belém (PA) e encaminhar a carga para exportação. Portanto, reduzindo consideravelmente os custos com transporte, possibilitando aumentar a produção e consequentemente, a exportação.
Durante o evento foram avaliadas as possibilidades benéficas e os possíveis prejuízos caso o Porto Organizado de Porto Velho não disponibilizasse a estrutura necessária para operar a demanda que surgiria com o aumento da produção boliviana. O diretor administrativo esclareceu que a operação deste Porto é de 3,7 milhões de toneladas/ano, com capacidade para absorver uma movimentação de até 6 milhões de toneladas/ano, e a possibilidade de ampliação nos próximos dois anos.
“O Porto dispõe de estrutura para atender a demanda do país vizinho e há ainda um investimento na ordem de R$ 22 milhões para modernização e ampliação, expandindo a capacidade de operação para até 8 milhões de tonelada/ano a partir de 2017. Garantir o desenvolvimento do Estado através da infraestrutura necessária para aumentar a capacidade de movimentação de cargas pelo principal eixo central da América Latina é uma estratégia do governo do estado, pois nossa posição geográfica favorece o estabelecimento de acordos econômicos nesses moldes”, explicou Bosco.
Hidrovia
Transformar a hidrovia Mamoré-Madeira no principal corredor de exportação possibilita às autoridades bolivianas a viabilização do acordo comercial que beneficiará os dois países, uma vez que, além da exportação da soja boliviana, outros produtos poderão ser importados do Brasil como peixe, aves, bens industrializados, calcário e exportar especificamente para Rondônia produtos como sal e fertilizante orgânico, que atualmente é importado de Israel.
“Com a viabilidade de acesso teremos dois pontos de partida operando e gerando receita para o Estado. A possibilidade de parceria gerará novas perspectivas de crescimento para Rondônia e consequentemente para o país”, informou Bosco.
Fonte
Texto: Rafaela Schuindt/Antônia Nascimento
Fotos: Divulgação
Decom - Governo de Rondônia
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