Quinta-feira, 17 de outubro de 2013 - 18h55
Uma comitiva de parlamentares e técnicos do Departamento (Estado) do Beni, na Bolívia, chega a Porto Velho na próxima segunda-feira (21), e permanece até a quarta-feira. Vinte e seis deputados e quatro técnicos do governo chegarão para discutir as probabilidades e viabilidades da abertura da fronteira na região de Costa Marques, através da BR 429 e a estrada central da Bolívia que atravessa todo o País, passando pela Capital do Beni, Trinidad.
O projeto de integração, idealizado há algum tempo pelo deputado Lebrão, e que conta com o apoio irrestrito do Presidente do Poder Legislativo de Rondônia, Hermínio Coêlho, terá início com a implantação de uma balsa para a travessia do Rio Guaporé, na altura do Forte Príncipe da Beira, em Costa Marques. A partir daí a ligação com a Capital do Beni, Trinidad, será uma realidade e o turismo e intercâmbio cultural poderão ter início sem restrições, como já vem sendo feito em outras cidades como Guajará-Mirim (RO) e Brasiléia (AC).
Porém, como explica o deputado Lebrão, o projeto é bem maior. Está sendo formada uma comissão de técnicos da Assembléia Legislativa e do Governo do Estado de Rondônia para, em conjunto com a comissão de técnicos da Bolívia, estudarem os mais diversos aspectos econômicos e sociais que possam ser explorados pelos dois países.
O deputado Lebrão ressaltou que o incremento do turismo será o primeiro passo para a consolidação de uma parceria duradoura. Segundo ele, os trâmites burocráticos e instalação de suportes necessários, como Alfândega e controle animal, deverão ser finalizados em médio prazo (aproximadamente 2 anos) e, a partir daí, a exportação e importação entre os dois países estarão consolidados.
Parlamentos irmanados
O presidente da Assembléia Legislativa, Hermínio Coêlho, afirmou também sua satisfação em ver que os parlamentos, rondoniense e do Beni, estão irmanados no mesmo pensamento de integração binacional e que a abertura das fronteiras, principalmente para a exportação e importação trarão progresso para os dois povos.
Um exemplo dado por Hermínio Coêlho é a compra de sal mineral para o consumo do gado. Hoje, segundo ele, os fazendeiros têm que comprar o sal do Rio Grande do Norte, com uma distância aproximada de 5.000 quilômetros, ao passo que se passar a comprar da Bolívia, a distância será apenas 1.700 quilômetros e com um preço bastante reduzido.
Um documento de cooperação está sendo preparado pelas duas equipes técnicas para ser assinado entre os governadores de Rondônia e do Beni, na festa de aniversário do Estado boliviano, no próximo dia 18 de novembro, em Trinidad.
Fonte: David Casseb
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