Segunda-feira, 17 de março de 2014 - 19h59
Realizado na manhã desta segunda-feira (17) no gabinete da Secretaria de Estado de Saúde (Sesau), um encontro entre os principais coordenadores de várias áreas de saúde definiu metas para controle dos riscos que potencializam a ocorrência de doenças infecciosas transmitidas pela água contaminada, alimentos, vetores e animais peçonhentos.
Uma das preocupações levantadas é a possibilidade de surtos de doenças endêmicas como leptospirose, cólera, hepatite A, febre tifoide, diarreia aguda, malária, dengue, entre outros. “Iremos trabalhar na educação e preparação para quando essa população afetada iniciar o retorno para suas casas”, afirmou o secretário estadual de saúde, Williames Pimentel.
Várias frentes de trabalho foram definidas com o intuito de fortalecer as medidas de prevenção, controle de doenças e agravos. Foram firmadas ainda parcerias entre instituições para potencializar e otimizar as ações planejadas para o trabalho da vigilância, controle e execução de medidas de saúde pública.
Com viagem marcada para Brasília, Pimentel se reunirá com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, onde apresentará o levantamento das necessidades de medicamentos de alta e média complexidades, insumos referentes ao monitoramento da qualidade da água e diagnósticos dos agravos.
Para a enfermeira Givanilde Alves Nogueira, coordenadora do Comitê Interinstitucional de Saúde para Enfrentamento das Enchentes, a maior gravidade é o estado de isolamento das localidades que dificulta o envio de recursos, principalmente em Porto Velho que é onde se concentram os desabrigados e onde será realizado o trabalho de educação.
“A população deve ficar alerta para evitar o contato com água contaminada das enchentes e, ao aparecimento de qualquer sintoma deve procurar uma unidade de saúde para atendimento”, ressalta a enfermeira.
O Comitê é constituído de profissionais representantes de várias áreas da Sesau, Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Distrito Sanitário Especial indígena (DSEI Porto Velho), Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho (Semusa), entidades que trabalham principalmente a prevenção.
Texto: Romeu Noé
Foto: Italo Ricardo
Fonte: Decom – Governo de Rondônia
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