Sexta-feira, 26 de agosto de 2011 - 05h55
A Prefeitura de Porto Velho realizou ontem, quinta-feira, 25, mais uma etapa da campanha “Queimadas Urbanas: Apague essa Idéia” que é a realização do projeto “Um Dia sem Fogo”. O bairro escolhido para a realização da ação foi o Nova Esperança, na zona norte da cidade. É o segundo bairro da região a receber a campanha. O primeiro foi o Nacional, em julho. Desenvolvido em parceria com a Base Aérea (Força Aérea Brasileira), o projeto tem a finalidade de chamar a atenção da população para os problemas ocasionados pela queima de lixo doméstico e de quintal, além de alertar para as penalidades previstas em lei. Cerca de 70 pessoas, entre servidores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) e soldados da Base Aérea foram mobilizados para ação realizada durante todo o período da manhã (das 07h às 7h30).
O bairro foi praticamente “invadido” pelo batalhão que foi dividido em cinco equipes que foram distribuídas em várias regiões do bairro. Munidos de panfletos, cartazes e adesivos, as equipes faziam as visitas de casa em casa fazendo a entrega do material e prestando orientações sobre as queimadas urbanas. “Tivemos uma recepção muito boa nas casas, uma prova de que a população, quando convocada, também se engaja nas causas ambientais. E esse é um trabalho que nos dá muita satisfação”, afirmou a coordenadora municipal de Controle Ambiental, Semaira Martins.
Izabela Figueira, 25 anos, uma das moradoras visitadas, aprovou a iniciativa da Prefeitura de Porto Velho. Para ela, ações como essa são importantes para esclarecer à população, que muita das vezes não tem conhecimento do que estabelece a legislação. “Eu não sabia que o simples fato de estar queimando um lixo da minha casa estava cometendo um crime. E isso já é um costume, a gente faz sem maldade. Eu já tinha até juntado um lixo aí na frente para queimar. Agora vou mudar esse hábito. Não quero pegar uma multa por causa de um lixinho à toa”, falou.
De acordo com Flávio Moraes, secretário adjunto da Sema, o grupo foi dividido em equipes para que a cobertura pudesse atingir todo o bairro. “Essa é uma mobilização em que buscamos mostrar aos munícipes que o simples hábito de queimar folhas de árvores no quintal de casa, pode provocar enormes transtornos não apenas para eles, mas principalmente para a vizinhança que acaba sendo prejudicada com a fumaça”, disse.
Ele também adiantou que a conseqüência imediata da queimada é a dramática elevação dos atendimentos de urgência em pneumologia pediátrica, nos nas unidades de saúde. E o problema é mais frequente durante o Verão, devido o período de estiagem prolongada.
Fonte: Joel Elias
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