Sexta-feira, 6 de março de 2009 - 12h11
Uma pressão mais dura será exercida, a partir da segunda-feira (9), na direção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Brasília, para garantir que se pague o preço mínimo da borracha no valor de R$ 3,50 já estipulados pelo próprio Governo Federal aos seringueiros de Rondônia e nos demais estados produtores como os vizinhos Acre e Amazonas.
A garantia foi dada hoje (6) pelo deputado federal Ernandes Amorim (PTB), aos cerca de 60 presidentes de associações de seringueiros e representantes do setor extrativista dos três estados, durante duas reuniões realizadas, a primeira na sede da Associação da Emater, e a segunda na Conab (RO), em Porto Velho, com a presença do técnico Humberto Lobo, enviado a pedido do parlamentar, pelo diretor nacional de Logística e Gestão Empresarial da Companhia, Silvio Porto.
O deputado se comprometeu com os seringueiros de Rondônia e demais estados produtores da borracha em pressionar, tanto na Tribuna da Câmara, quanto nas bancadas federais dos três estados, e no Governo Federal, para assegurar que a Conab compre a produção pelo preço mínimo estipulado de R4 3,50 ao invés dos R$ 0,90 centavos por quilo, como vem sendo praticado.
"A Conab pode usar a mesma estratégia que vem sendo largamente usada para adquirir milho e arroz, por exemplo. Se paga uma espécie de subsídio para garantir o preço mínimo desses produtos. Sabemos que existem saídas para assegurar o pagamento do preço mínimo da borracha e, tenham a certeza, que vamos pressionar ainda mais lá em cima, para que isso seja posto em prática não apenas no papel", garantiu Amorim.
Ele lembrou aos seringueiros e representantes dos órgãos federais que essa questão foi "acordada" por iniciativa dele e, que, já existe uma articulação com parlamentares do Acre e Amazonas para pressionar a Conab a pagar o preço justo já fixado pelo próprio Governo Federal. "Já temos aliados nessa empreitada caso do deputado federal Sérgio Petecão (PMN-AC), como também Mazinho Serafim (deputado estadual) que juntamente comigo têm trabalhado nessa questão, para retirar esses trabalhadores do esquecimento e do abandono. Não é justo que seringueiros estejam abandonando suas retiradas de cortes, seu sustento, por falta de uma política de preço justo já fixado no papel, mas que só vai ser resolvido na base da pressão. E é o que temos feitos e vamos continuar fazendo. Dinheiro para comprar a produção existe, preço mínimo já foi fixado, mas, infelizmente, esses trabalhadores tradicionais só começam a ser lembrados que existem na base da pressão. Então vamos pressionar até que essa situação seja resolvida", garantiu Amorim
Fonte: Yodon Guedes
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