Terça-feira, 22 de novembro de 2011 - 17h35
O secretário municipal de regularização fundiária e habitação, Ian Kleber Cerqueira e o procurador geral do Município de Porto Velho, Mário Jonas Guterrez reuniram-se na tarde de ontem, segunda feira (21), com integrantes da diretoria do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Rondônia (Singeperon). Dentre outras demandas apresentadas, os sindicalistas solicitaram doação de uma área de terra para construção de casas aos associados.
De acordo com o presidente do Singeperon, Anderson Pereira, a profissão de agente penitenciário é a segunda mais perigosa do mundo, mas com a remuneração que recebem, não têm condições de comprar ou construir a casa própria. “Muitos moram de aluguel ou de favor com parentes”, afirmou. Também declarou que devido aos riscos que a função oferece, necessitam de um local seguro para morar.
O sindicalista disse que a doação do terreno por parte da prefeitura vai diminuir os custos para a construção da casa, que poderá ser financiada para os associados. Ele relatou que pelo fato de muitos agentes residirem em áreas perigosas, acabaram pagando com a própria vida. “Passamos o dia inteiro expostos a toda espécie de bandidos e precisamos de segurança para as nossas famílias”, frisou.
Orientações
Ian Kleber afirmou que o pedido do sindicato será analisado com atenção e carinho, mas lembrou que não é fácil conseguir uma área pública para essa finalidade, pois muitas delas estão ocupadas de forma irregular e não atendem a sua função social. “São áreas que poderiam ser destinadas para construção de casas populares e atender projetos como esse”, observou.
O secretário orientou os sindicalistas Anderson Pereira e Roni da Silva a providenciar os documentos necessários para formalizar o processo solicitando o terreno. “O poder público tem todo interesse em ajudar, se houver possibilidade”, disse Ian Kleber. Ele lembrou que recentemente a prefeitura doou uma área para construção de casas aos policiais militares.
Já o procurador Mário Jonas explicou que a prefeitura depende da aprovação da Câmara de Vereadores para formalizar a doação do terreno, caso seja possível atender o pedido. “A prefeitura não coloca obstáculos, desde que seja para atender interesse social”, completou.
Anderson Pereira avaliou como positivo o encontro com o secretário e o procurador do Município. “O poder público demonstrou que tem interesse em ajudar a categoria, dentro da legalidade”, comentou. Os sindicalistas aproveitaram para solicitar a regularização fundiária do terreno onde está localizada a sede do Singeperon, no bairro Tiradentes, pedido este que também será analisado.
Fonte: Augusto José
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