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Abdoral Cardoso - A Tira da Semana


 Abdoral Cardoso - A Tira da Semana  - Gente de Opinião 
 Abdoral Cardoso

 

A volta– Citando o filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata suíço Jean-Jacques Rousseau, o deputado estadual Hermínio Coelho reassumiu na última sexta-feira (2) a presidência da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, após dois sucessivos afastamentos de 15 dias cada, decretados pela Justiça. O motivo? Ora, suspeita de envolvimento com um bando de estelionatários que financiava campanhas de candidatos em troca de cargos comissionados em gabinetes de deputados estaduais e vereadores em Porto Velho, num prodigioso esquema de lavagem de dinheiro do crime organizado.

O culto– Pois bem, com apenas 30 dias de afastamento do cargo, concedidos pela Justiça aos investigadores da operação “Apocalipse”, para que o deputado Hermínio Coelho, com pouca identificação com os livros, organizasse seu retorno e lesse todos os clássicos da literatura. Para se transformar no “culto”, o parlamentar falastrão mudou de estilo e mandou elaborar e distribuir uma nota na qual parafraseia Rousseal e, mais uma vez, alegando inocência mesmo depois de ter nomeado para o seu gabinete, segundo a Polícia, 12 assessores apontados como suspeitos de manterem ligações com o bando, apropriou-se da obra do filósofo suiço e “ensinou”: “A inocência não se envergonha de nada”.

Pensão inédita – Segundo o site “O combatente”, a doméstica Verônica Maldonado afirma ter mantido um romance com a presidente Dilma Rousseff, antes do PT assumir o poder. Verônica estaria disposta a provar na Justiça o relacionamento de 15 anos, com a apresentação de fotos, cartas e outros documentos comprobatórios. A doméstica deixou de trabalhar e de estudar para se dedicar apenas à vida conjugal com Dilma, e, na petição, o advogado Celso Langoni Filho, citou o artigo 226 da Constituição, dizendo que a família é um bem da sociedade e que tem proteção especial do estado.

Bloqueio – Em época de inflação elevada, qualquer trabalhador honesto estaria acometido de crises intermináveis de insônia caso a Justiça decretasse o bloqueio de seus bens. O “núcleo duro” da administração do ex-prefeito Roberto Sobrinho, capitaneado por ele mesmo e outros suspeitos de conluio para fraudar licitação de obras públicas, terminou a semana com os bens bloqueados pela Justiça Federal, atendendo ao pedido do Ministério Público Federal em Rondônia. A decisão, em caráter liminar, é para garantir o ressarcimento de R$ 5 milhões e também torna indisponíveis os bens dos ex-secretários da Secretaria Municipal de Obras Especiais (Sempre) Israel Xavier e Silvana Cavol; do ex-coordenador de fiscalização da Sempre, Valmir Queiroz; dos empresários Robson Rodrigues da Silva e Leila Cristina Ferreira Rego;  e da empresa R. R. Serviços de Terceirização Ltda.

Conluio - Na ação cautelar proposta pelo Ministério Público Federal em Rondônia, o órgão alegou que os réus agiram em conluio de forma a conseguir benefícios para si mesmos, fazendo irregularidades nas licitações e vícios na fiscalização das obras, além de promover clima de terror na Secretaria. No julgamento, a Justiça Federal considerou que o MPF/RO apresentou “opulento suporte documental, sinalizando possível prática de improbidade e de dano ao erário, pendente de ressarcimento”.

Moralidade– O Partido dos Trabalhadores decidiu, finalmente, quebrar o silêncio e promete apreciar neste final de semana os casos de quebra de decoro de vários filiados em Porto Velho. Antes tarde do que nunca, pois foi o imediato afastamento de antigos integrantes da Executiva Nacional, acusados por Roberto Jeferson no chamado escândalo do “mensalão”, que estancou a crise maior nas hostes do PT e ainda contribuiu para a blindagem da imagem do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, reeleito em seguida.

Como dantes– Mas em Rondônia, nem que se desperdice toda a água do rio Madeira para lavar a “escadaria” da sede do Diretório Municipal, nenhum remédio cicratrizará as chagas abertas pelos desmandos da administração Roberto Sobrinho e que catapultaram projetos políticos e viáveis com os da ex-senadora Fátima Cleide e do deputado federal Padre Tom, respectivamente, ao governo. Ela um pouco antes e ele agora. Principalmente agora, com os níveis de satisfação da presidente Dilma Roussef em queda livre.

Jornalismo – Podem fazer suas apostas. Vem aí o I Prêmio de Jornalismo do Estado de Rondônia e tudo está sendo cuidadosamente preparado para se tornar permanente, passando a integrar o calendário de eventos do Governo. A ideia é anunciar os nomes dos ganhadores antes do final do ano, e a premiação será uma das melhores já oferecidas na Região. O tema ainda não foi escolhido, mas são boas as chances da proposta sobre “Desenvolvimento regional sustentável” ser aprovada.
 


Reflexão - A última morte confirmada pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) por h1n1 (influenza A), aconteceu em Cujubim, interior de Rondônia (a 160 quilômetros de distância de Porto Velho). Este é o segundo caso de morte por gripe A na mesma cidade. Somente neste ano, Rondônia registrou seis casos da doença, frente a dois casos em todo o ano passado. A morte de um menino de nove anos de idade aconteceu no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho, no dia 14 de julho. Este é o terceiro óbito registrado pela doença este ano, no ano passado não ocorreram mortes. Segundo a Agevisa, a primeira morte pela doença também aconteceu em Cujubim: um homem de 44 anos. O segundo óbito registrado foi o de uma mulher de 19 anos. Ela foi contaminada em Rio Branco (no Acre) e faleceu em Porto Velho. Há 209.558 pessoas vacinadas contra h1n1 em Rondônia, entre os grupos prioritários composto por gestantes, indígenas e idosos. O número representa 96,19% da população indicada para vacinação e 14% da população do Estado. Em Cujubim, 1.425 pessoas estão imunizadas, o que corresponde a 93,94% dos grupos prioritários da cidade. A vacinação que era apenas para crianças com até dois anos de idade será aberta também para os menores de 10 anos. O maior risco, no entanto, é a crise de governabilidade que o município enfrenta.

Fonte: Abdoral Cardoso é jornalista(SRTE/RO Nº. 13)
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