Segunda-feira, 16 de junho de 2025 - 15h41

O Ministério Público
de Rondônia (MPRO), por meio da 16ª Promotoria de Justiça de Meio Ambiente e
Urbanismo da capital, realizou uma reunião pública para discutir os impactos da
poluição sonora. A reunião realizada no auditório do edifício-sede
institucional, nesta segunda-feira (16/6), teve como propósito esclarecer
dúvidas, orientar sobre normas legais e promover a conscientização sobre os
impactos do excesso de ruído produzido por estabelecimentos de entretenimento.
O coordenador da
atividade, o promotor de Justiça Aluildo de Oliveira Leite, explicou sobre a
importância da implementação legal. "Os estabelecimentos dessa natureza
têm que funcionar de forma regular e obedecendo à legislação pertinente. Esse é
o motivo pelo qual nós convidamos a todos, não só os estabelecimentos, os
proprietários ou responsáveis, mas a população de um modo geral para saber um
pouco mais sobre o assunto", ressalta o promotor de Justiça.
Participaram do
encontro diversas instituições, entre elas a Polícia Militar (PMRO), Batalhão
de Polícia Ambiental (BPA), Corpo de Bombeiros (CBM), Delegacia Especializada
na Repressão aos Crimes Contra o Meio Ambiente da Polícia Civil (DERCCMA),
Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema),
Secretaria Municipal da Fazenda de Porto Velho (Semfaz) e Subsecretaria
Municipal de Serviços Básicos (Semusb).
Temáticas abordadas
Cada instituição
apresentou ações de combate à poluição sonora. O PMRO abordou os impactos
negativos da poluição sonora na segurança pública, enquanto o BPA focou nos
danos ambientais e efeitos na qualidade de vida da população. A DERCCMA tratou
das consequências criminais relacionadas à atividade irregular de
estabelecimentos comerciais.
Legislações e
procedimentos de regularização eletrônica de edificações que atendem ao público
foram temas envolvidos pelo Corpo de Bombeiros Militar. A Sema tratou sobre o
processo de licenciamento ambiental para locais que oferecem entretenimento.
Semfaz e Semusb falaram sobre a regularização fiscal e a postura dos
estabelecimentos, bem como as consequências do descumprimento das normas.
Foram convidados a
participar da reunião de proprietários ou responsáveis por bares, casas de
shows e estabelecimentos similares com som ao vivo ou mecânico. O evento foi
aberto ao público. Após a exposição das instituições, houve um momento para
questionamentos e esclarecimentos de dúvidas sobre os temas envolvidos, como
licenciamento, controle de ruídos e aspectos legais.
Prejuízos
A poluição sonora
pode causar uma série de danos à saúde. A curto prazo, pode causar
irritabilidade, dificuldades de concentração, fadiga e dificuldades para
dormir. Já no longo prazo, os efeitos podem incluir risco aumentado de doenças
cardiovasculares, transtornos psicológicos, problemas metabólicos,
comprometimento cognitivo devido ao estresse físico, alterações
gastrointestinais e perturbação crônica do sono, associadas à obesidade,
diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e piora na função cognitiva.
A iniciativa do
Ministério Público de Rondônia visa defender o direito da população, promover a
regularização dos estabelecimentos e incentivar a colaboração entre o poder
público, empreendedores e sociedade para reduzir os conflitos decorrentes do
excesso de ruído, além de prevenir os graves problemas de saúde associados à
exposição prolongada a níveis elevados de ruído.
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