Terça-feira, 16 de setembro de 2025 - 17h26

A partir de atuação do Ministério
Público Federal (MPF), a apresentação da carteira de vacinação atualizada passa
a ser obrigatória para a matrícula de crianças e adolescentes de escolas da
rede pública de Rondônia. A medida passou a ser adotada pelas Secretarias de
Educação Estadual e Municipais, após o acatamento integral de recomendação
expedida em fevereiro pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, órgão
do MPF. Os municípios rondonienses também foram acionados para editar normas e
protocolos para ampliação da divulgação do calendário vacinal por parte da
Secretaria Municipal de Saúde.
Desse modo, a Secretaria de
Estado e as secretarias municipais de Educação deverão estabelecer protocolo de
exigência obrigatória aos pais ou responsáveis por crianças e adolescentes em
idade escolar, quanto à apresentação da carteira de vacinação atualizada ou
comprovante de vacinação no ato da matrícula. Nos casos em que a vacinação não
esteja em dia, os responsáveis terão 30 dias para regularizar a situação junto
à rede de saúde. Se a pendência não for sanada no prazo, as escolas deverão
comunicar o caso ao Conselho Tutelar.
O procurador regional dos
Direitos do Cidadão em Rondônia, Raphael Luis Pereira Bevilaqua, destacou que a
exigência da carteira de vacinação está prevista em leis federais e estaduais e
que a ação busca fortalecer o Programa Nacional de Imunizações (PNI),
prevenindo a disseminação de doenças e protegendo o direito fundamental à
saúde. A medida garante que as políticas públicas de vacinação sejam efetivas,
resguardando tanto os alunos quanto a coletividade. Bevilaqua esclarece que a
matrícula de estudantes não vacinados ou com o esquema vacinal incompleto não
poderá ser negada, assegurando o direito à educação, mas que os casos serão
encaminhados ao Conselho Tutelar para eventuais providências.
Seguindo com o cumprimento da recomendação,
os municípios de Rondônia comprovaram, ainda, a adoção das seguintes medidas:
edição de normas e protocolos para reforçar a cobertura vacinal, incluindo
divulgação das campanhas, agendamento e orientação sobre o calendário, ações
educativas, monitoramento da cobertura, aproveitamento de oportunidades de
vacinação em outros atendimentos, checagem do cartão por profissionais de saúde
e busca ativa de não vacinados, especialmente em áreas de difícil acesso.
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