Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 - 18h01
O assassinato do auditor fiscal Armando Dalarte, ex-Delegado da Sefin em Ji-Paraná, completou nesta quinta-feira, 19/02, cinco meses sem que as autoridades do Estado tenham dado qualquer resposta à sociedade, à família da vítima e aos auditores fiscais.
Dalarte foi covardemente assassinado a tiros no dia 19 de setembro de 2008, quando chegava ao trabalho, na Delegacia Regional da Receita Estadual, em Ji-Paraná. Cobrada pelo Sindafisco, a Polícia simplesmente disse que o caso seria apurado. No entanto, cinco meses após o fato nada de concreto foi feito, nem um suspeito sequer foi preso.
À época do assassinato alguns delegados e policiais chegaram a denunciar a falta de condições para investigar o caso. Punidos com transferências de lotação por revelarem o descaso do governo do Estado com a Polícia, os agentes afirmaram que faltam policiais, delegados, viaturas, combustível e equipamentos que deveriam ser usados no trabalho rotineiro da Polícia em Ji-Paraná.
A falta de resposta do Estado e a visível falta de interesse em apurar o caso tem revoltado os auditores fiscais, que muitas vezes trabalham sob o medo da ação de criminosos, sonegadores fiscais e pessoas que não desejam ver realizado o trabalho desses profissionais.
A direção do Sindafisco já denunciou a impunidade em várias instâncias, inclusive no fórum nacional dos auditores fiscais. A categoria chegou a realizar paralisação relâmpago de duas horas para protestar contra a inércia das autoridades.
“Será que teremos que esperar 19 para que o assassino ou os assassinos do nosso companheiro de trabalho se entreguem à Polícia e confessem o crime?”, questionou indignado o presidente do Sindafisco, Mauro Roberto da Silva. “Está patente que se trata de um crime motivado pelo exercício profissional, o que em tese, reduziria o campo de atuação da investigação possibilitando a elucidação desse crime”, disse.
Segundo Mauro, o Sindafisco e os auditores fiscais de Rondônia não se calarão enquanto esse assassinato não for esclarecido. “Além de ser uma ofensa a todos os auditores fiscais, esse crime brutal e covarde é uma afronta ao próprio estado de Rondônia, porque o profissional estava no exercício da sua função, de fiscalizar, em nome do Estado, o cumprimento da legislação tributária”, disse.
Fonte: Adércio Dias
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