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Polícia

Bombeiros vão responder na Justiça Militar por crimes de motim, dano de viaturas e equipamentos



Douglas Corrêa
Agência Brasil


Rio de Janeiro – A Auditoria da Justiça Militar do Rio recebeu hoje (13) a denúncia oferecida pelo Ministério Público estadual contra os 429 bombeiros e dois policiais militares presos no último dia 4, após a invasão do Quartel Central da corporação. Todos vão responder à ação penal militar pelos crimes de motim, dano de material ou aparelhamento de guerra, dano em aparelhos e instalações de aviação e naval e em estabelecimentos militares.

O processo foi desmembrado em três ações distintas, a pedido do Ministério Público. Um deles envolve os dois policiais militares que chegaram ao Quartel Central na noite da invasão (3) e deixaram que as viaturas dos bombeiros tivessem os pneus esvaziados, sem ter nenhum tipo de reação. O outro envolve os 14 bombeiros considerados líderes do crime de motim, onde se incluem os oficiais da corporação. Os demais 415 acusados permaneceram agrupados na ação principal.

Todos os militares terão de comparecer à Auditoria Militar nesta quarta-feira (15), para serem citados nominalmente. As datas dos interrogatórios já foram marcadas pela Justiça Militar.

Os 14 bombeiros apontados como líderes do motim serão ouvidor no dia 8 de julho às 12h, pelo Conselho Especial de Justiça que será composto por um coronel e três tenentes-coronéis do Corpo de Bombeiros e presidido pela juíza Ana Paula Pena Barros. O Conselho Especial possui tal formação porque um dos réus é major e somente pode ser processado e julgado por oficiais de patente superior.

O interrogatório dos dois policiais militares denunciados foi marcado para o dia 11 de julho, às 13h. Eles serão ouvidos pelo Conselho Permanente de Justiça da Polícia Militar, composto por um major e três capitães da corporação e também presidido pela juíza Ana Paula Barros.

Já os 415 bombeiros foram divididos em grupos e serão interrogados entre os dias 5 e 18 de agosto, sempre a partir das 10h. Os depoimentos serão tomados pelo Conselho Permanente de Justiça da instituição, comporto por um major e três capitães e presidido também pela juíza da Auditoria Militar.

A denúncia do Ministério Público enumera 14 veículos danificados pelos manifestantes. Também foram quebrados os portões de entrada do Quartel Central e os portões de acesso ao cassino de cabos e soldados, as instalações da Diretoria Geral de Finanças, da Superintendência Administrativa, da Subsecretaria de Defesa Civil, da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, do refeitório de oficiais, refeitório de praças, cozinha, padaria, depósito de laticínios e frutas, ambulatório de nutrição e porta lateral de acesso à Rua do Senado, no Quartel Central da corporação.

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