Sábado, 1 de setembro de 2007 - 14h51
Eu estive pensando em como é engraçada a forma de se fazer política no Brasil. Em todos os âmbitos, desde o federal, estadual e até o municipal, todos se assemelham. Na época das campanhas eleitorais, os candidatos ao executivo apresentam um plano de governo de primeira linha, não devendo em nada para as administrações dos governos de primeiro mundo. Porém quando são eleitos e estão em pleno exercício de suas funções, seus desempenhos são pífios, mais parecendo os dos executivos de alguns países africanos, daqueles em que a corrupção impera e a pobreza e a miséria são crônicas, até porque muitos países do continente afro são e estão bem melhores que nós.
Na minha análise, pude ver que na realidade os mandatários até se aparelham, e bem, para exercerem uma administração de qualidade. Criam novos ministérios e secretarias, tudo para digamos, bem atender os seus concidadãos. Porém o que acontece na verdade é o aumento das despesas com a máquina administrativa, pagando os custos das invencionices, sendo que o dever de casa vai ficando em segundo plano. Pense comigo. Se nós tivéssemos uma saúde eficaz, uma educação de qualidade, segurança pública em todos os lugares, uma política de geração de empregos efetiva, infra-estrutura mínima, como estradas pavimentadas, energia de qualidade e com um preço justo, água e esgoto em todos os rincões do país, não necessitaríamos de bolsa-família, bolsa-escola, vale-gás, enfim, nenhum tipo mais de ação paternalista por parte dos governos, pois todos seríamos auto-suficientes para proporcionarmos o sustento e o bem estar aos nossos familiares.
Infelizmente o que vemos, é um pipocar de escândalos envolvendo os nossos administradores, que na realidade deitam e rolam com o dinheiro público, não dando a mínima para os nossos pés descalços e descamisados (relembrando o ex-presidente Collor). Os nossos executivos, que estão no poder através de nossos votos, não cumprem nada do que prometem em campanha, deixam de fazer até o básico para, conforme mostrado na mídia nacional, se locupletarem. Ora meu caro leitor! Não precisamos de especialistas em pirotecnias em nossas administrações. Nós precisamos é de pessoas simples, dinâmicas e honestas para não só fazerem bem feito, mas para fazerem o que precisa ser feito.
Em suma, uma eleição se aproxima e com certeza vamos ver candidatos apresentando fórmulas mágicas e mirabolantes, para a solução de todos os nossos problemas. Tomara que lembres do ditado "cachorro mordido de cobra, tem medo até de lingüiça", e venha depositar seu voto em pessoas com um cabedal de competência, dinamismo e principalmente de honestidade, e não se deixe levar pela simpatia de última hora dos políticos profissionais de plantão.
Um forte abraço e até a próxima oportunidade.
Máximo Nobre
[email protected]
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