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Trump no Brasil


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

Donaldo Trump se elegeu presidente dos Estado Unidos com uma votação acachapante sobre a candidata Kamala Harris, que, até hoje, não encontrou o caminho de volta para casa, contrariando quase todas as pesquisas eleitorais que apontavam vitória da representante do partido democrata. Até que tentaram tirá-lo da disputa na marra, mas o tirou saiu pela culatra. Aquela bala não produziu o efeito esperado. Em vez disso, afastou ainda mais a possibilidade de Kamala sentar-se na principal cadeira da Casa Branca. A maioria do eleitorado americano deu o troco nas urnas, mostrando ao mundo que não é gado, do tipo que não consegue viver sem as migalhas que lhe caem da mesa do senhor feudal. Em síntese, mandou às favas o discurso político contraditório e destituído de qualquer possibilidade de virar realidade.

Trump é querido dentro e fora do seu país. E isso, evidentemente, além de causar inveja, incomoda muita gente, principalmente autoridades, que não conseguem andar tranquilamente pelas ruas do seu próprio país sem ouvir um elogio. No Brasil, ele tem uma legião de fãs e admiradores. Imagino Trump passeando pela avenida paulista em um dia normal de trabalho. Com certeza, seria ovacionado pela maioria dos transeuntes. Aprecio a impetuosidade com que Trump defende os interesses dos Estados Unidos. Garanto que ele jamais permitiria que o patrimônio dos americanos fosse expropriado por uma nação vizinha, como aconteceu com o Brasil, no caso da Petrobras, que perdeu uma de suas unidades de gás na Bolívia para o governo Evo Morales, sem receber um centavo de indenização.

Já no dia da posse, Trump assinou mais de setenta e oito medidas prometidas aos eleitores. Uma dessas medidas foi o fechamento da Agência de Cooperação ao Desenvolvimento dos Estados Unidos (USAID), órgão de assistência da politica externa americana para financiar programas e projetos sociais em vários países, incluídas as regiões mais pobres do mundo, mas que teria desvirtuado dos objetivos para as quais foi criado, tornando-se alvo de denúncias cabeludas de proporções inimagináveis. Talvez por isso muita gente não goste de Donaldo Trump. 

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