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Tribuna Popular, 35 anos de notícias


Tribuna Popular, 35 anos de notícias - Gente de Opinião

                Nos aqui do Jornal ALTO MADEIRA, a caminho do primeiro centenário, só temos a comemorar quando, usando um termo que não se usa mais em jornalismo, um co-irmão, enfrentando todos os percalços e dificuldades inerentes aos sonhadores e aos que tenham muita coragem, palmilham a longa estrada que o permitam tornar-se não apenas um meio de comunicação mas, mais que isso, passar a ser uma referência.

                Fundado há 35 anos na cidade de Cacoal pelo jornalista Adair Perin, o hebdomadário Tribunal Popular está festejando uma data importante e uma marca que o coloca na história das  “terras de Rondon” – é o segundo Jornal mais antigo de Rondônia e o que há mais tempo, apesar de todos os percalços que só conhece quem milita na área, mantém circulação fora da Capital.

                O Tribuna Popular, editado lá mesmo na “Capital do Café” tem uma linha editorial fundamental para um veículo de comunicação que pretenda se impor pelo respeito, ainda que, como este ALTO MADEIRA, muitas vezes sofra os efeitos gerados por aqueles que preferem o “jornalismo chapa branca”.         

                Seu diretor, Adair Perin, corintiano de “muitos costados” chegou a Cacoal no final da década de 1970, e logo começou a prospectar a implantação de um Jornal. Era no tempo do Território, quando inclusive porque noticiou a irritação da população pelos cortes constantes do fornecimento de energia elétrica, chegou a levar uma espécie de “puxão de orelha” do então governador Jorge Teixeira, e a seguir foi preso, apenas porque cumpria a atividade fim de qualquer veículo de comunicação que trabalhe com a notícia: informou numa edição o desagrado do povo que, a seguir, chegou a botar fogo no escritório da Ceron. 

                Numa época em que a Justiça estava a mais de 500 quilômetros, em Porto Velho, numa cidade em que, naquele tempo, a violência imperava, como em todos lugares em que Rondônia estava crescendo na época, sem qualquer salvaguarda afora a vontade de fazer, a Tribuna Popular  seguiu em frente porque tinha um “norte”, o de contribuir com sua ação pelo desenvolvimento de Cacoal e do Estado, um compromisso que também é nosso.

                Ao jornalista Adair Perin e aos que fazem a Tribuna Popular, que muitas outras edições venham, e que o exemplo de quem enfrentou tantas barreiras sirva para que, quem venha nessa estrada que temos palmilhado, se fortaleça no rastro que o  jornal de Cacoal está deixando, ainda que outros tempos de censura ainda tenhamos de enfrentar.

                               Considere-se dito!

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