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RETICÊNCIAS POLÍTICAS: Porque as Margaridas marcham?


 RETICÊNCIAS POLÍTICAS:   Porque as Margaridas marcham? - Gente de Opinião

Itamar Ferreira*
 

...ser reconhecidos às mulheres do campo e da floresta, também da cidade. A Marcha das Margaridas vai para sua 5ª edição nacional e pretende reunir 100 mil mulheres nos próximos dias 11 e 12 agosto em Brasília. Antes, haverá uma etapa estadual, que será realizada no próximo dia 21 de maio, na fase final do Grito da Terra 2015...

... o nome Margaridas é uma homenagem à líder sindical Margarida Maria Alves, que lutou contra a exploração no campo e pelos direitos dos trabalhadores, combateu o analfabetismo e defendeu a reforma agrária. Em 1983 Margarida foi assassinada por usineiros da Paraíba...

... A primeira edição da Marcha das Margaridas ocorreu em 2000, teve o apoio do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, e desde então já ocorreram nos anos de 2003, 2007 e 2011. É uma ação estratégica para conquistar visibilidade, reconhecimento social e político e cidadania plena...

... elas protestam contra as desigualdades sociais; denunciam todas as formas de violência, exploração e dominação e avançam na construção da igualdade para as mulheres. É um momento de empoderamento das mulheres, fortalecimento da autoestima e de visibilidade de suas demandas...

... cada mulher é uma margarida e todas estão sendo conclamadas, sejam do campo, da floresta, das águas e das cidades, para realizar uma grandiosa marcha rumo ao “Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade”. Esta marcha conta com o apoio dos homens conscientes do papel e da importância das margaridas...

... em Rondônia uma extensa pauta com as demandas específicas das margaridas do campo estará sendo negociada com as autoridades estaduais e federais, até o próximo dia 21, para buscar garantir na agricultura familiar a igualdade para as mulheres...

... esta é a Marcha das Margaridas, sensíveis e valentes, que vem contribuindo desde o ano 2000 para avançar as políticas públicas voltadas para a mulher. Em 2015 não será diferente: novas conquistas serão alcançadas, em Rondônia e no Brasil.

* Itamar Ferreira é bancário, sindicalista, formado em administração de empresas e pós-graduado em metodologia do ensino pela Unir, acadêmico de direito da FARO 7º período e atualmente é presidente da CUT

 

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