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Porto Velho, onde tudo se admite - Por Flávio Daniel


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Flávio Daniel


É sabido que o consórcio municipal SIM, que tem a concessão de explorar o transporte de passageiros na nossa capital, e agora está convocando os estudantes a recadastrarem o cartão SIM Estudantil.

Mas antes, cumpre lembrar que o cartão estudantil de Porto Velho, é regido pelo Decreto n. 14107, de 28.01.16, assinado pelo ex-prefeito Mauro Nazif, que, parece que assinou sem ler. Explique-se.

O decreto em questão, em grande parte do seu texto, trata apenas dos deveres dos usuários (deveres, deveres e mais deveres) dando a entender que nós, seres mortais, principalmente a classe estudantil, está pedindo um favor para viajar nos coletivos.

Além disso, questiona-se: caso o Consórcio estava ciente que o decreto citado informa que o cartão só tinha validade até o dia 31.12.16 (após essa data o cartão é bloqueado), porque permitiu-se que os estudantes colocassem mais créditos nos cartões, sabendo que iria ultrapassar o dia 31?

Pois bem, ficaram com os créditos da classe estudantil retidos até o dia 16.01.17, e agora estão cobrando uma taxa de R$ 5,80 para desbloquear o cartão - taxa prevista no decreto.

Quanto o Consórcio não irá ganhar nas costas do público sem transportar um único passageiro? Multiplique uma média de 15 a 20 mil estudantes pelo preço de R$ 5,80…

Existem coisas que só acontecem aqui.

Os caras têm uma concessão provisória (vencida) e estão ditando as regras. É um escárnio.

Por fim, é interessante os Órgãos de Controle - os arautos da moralidade - saírem um pouco dos seus gabinetes e corrigirem essa injustiça que o SIM, com aval da Prefeitura de Porto Velho, está cometendo com a população.

Precisamos deixar de ser terra sem limite, onde tudo se admite.

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