Quarta-feira, 13 de outubro de 2021 - 10h39

A política com P maiúsculo é feita de compromissos, certo? E não
é qualquer um deles, certo? Esses compromissos precisam trazer em si o gene do
interesse público, que precisa estar em primeiro plano, numa democracia
representativa, certo? Afinal, é para o povo que se deve trabalhar
politicamente, visando sempre o bem comum, certo? Tudo muito bom, tudo muito
bem. Infelizmente, no Brasil do
mensalão, do petróleo e do cuecão, a verdadeira definição de política tem sido
brutalmente desfigurada na sua essência e na sua objetividade pela maioria dos
políticos que ignoram esse aspecto em troca de seus próprios interesses ou do
grupo de que participa.
E isso fica cada vez mais evidente quando se olha para o
Congresso Nacional. O presidente Jair Bolsonaro confirmou a indicação de André
Mendonça para o STF, na vaga decorrente da aposentadoria do ministro Marcos
Aurélio de Mello, mas, até hoje, passados três meses, o presidente da Comissão
de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal, senhor Davi Alcolumbre,
ainda não colocou em pauta a sabatina do senhor André. Não é precisa ter muita
engenhosidade para saber o que realmente se esconde por trás da conduta de
Alcolumbre. Barganha seria a palavra mais apropriada? E repare que Bolsonaro
apoiou Alcolumbre para a presidência do Senado. Olha o troco que ele deu! É
mole?
Esse é apenas um exemplo de como funciona a política no Brasil,
mas há outros. Citá-los seria até desnecessário, conhecidos que são da opinião
pública. O que você acha que estimula o senador Renan Calheiros, relator da
“CPI do Circo”, a investir contra Jair Bolsonaro? Será que Renan quer realmente
fazer justiça? Evidente que não. Move-o o desejo mórbido de buscar um detalhe para
se agarrar e, com isso, tentar obstar o governo de Bolsonaro, na esperança de
que isso converta-se em dividendo político-eleitoral, esquecendo-se de que a
população dispõe, hoje, de mais instrumentos e elementos para se informar, o
que lhe dá, por tabela, a possibilidade de analisar os acontecimentos com mais
propriedade.
Falando assim, pode parecer, ao leitor desavisado, que eu sou
contra esse e a favor daquele político, daquela autoridade. Não é nada disso,
apenas não concordo com injustiça, não consigo ficar calado quando vejo a
esperteza prosperar enquanto muitos brasileiros vegetam na mais abjeta
inanição. Enquanto políticos e autoridades engordam suas contas bancárias em
paraísos fiscais, isentas de impostos, o contribuinte é obrigado a carregar nos
ombros uma das cargas tributárias mais altas do mundo. E o pior é que se não vê
nenhuma luz no final do túnel. Isso significa que ainda vamos continuar sendo
explorados por muito tempo.
Renan é o tipo do político que só sabe fazer barulho, o que fica
bem quando se faz politicagem, mas o cidadão, o contribuinte, que de bobo não
tem nada, sabe diferenciar a verdadeira política com P maiúsculo da
politicagem, prática essa na qual o senhor Calheiros (e muitos de sua estirpe) especializou-se.
Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
A cantilena demagógica da transposição
Não sei você, mas eu não suporto mais ouvir essa conversa mole de transposição de servidores do ex-Território de Rondônia para os quadros da União.

A UE à margem da “paz” que financiou!
Bruxelas reclama lugar nas negociações, mas Moscovo recusa-a como mediadora e Washington já não a consultaA nação que teme os seus inimigos busca am

Fariseus, saduceus e os políticos camaleônicos
Provavelmente, você já deve ter lido ou ouvido a expressão “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”. O provérbio sugere a possibilidade de pessoas dia

O desarmamento da inteligência artificial
Um Chamamento de orientação para a HumanidadeDesarmar a inteligência artificial é mais urgente do que desarmar um míssil: o míssil mata o corpo; o alg
Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)