Segunda-feira, 7 de março de 2022 - 19h37

A julgar pelos números garimpados
pelo Instituto Phoenix e divulgados pelo site Rondoniaovivo na corrida para o
governo de Rondônia, o deputado federal Léo Moraes já pode encomendar a
indumentário para a posse e o rega-bofe para os convidados. A sondagem o coloca
em primeiro lugar com 31% das intenções de voto, seguido pelo governador Marcos
Rocha, com 21%, e, na terceira posição, aparece o senador Marcos Rogério, com
16%. De acordo com a pesquisa, num eventual segundo turno, Léo venceria os dois,
porém, a briga seria mais difícil se o adversário fosse o senador Rogério.
Mas, como disse o diretor do
Instituto e coordenador da pesquisa, jornalista Juvenal Coelho, ainda é muito
cedo para cantar vitória. Até o fechamento das urnas, muita água correrá debaixo
da ponte. Certo, mesmo, é que Léo Moraes vem tendo excelente desempenho em
todas as sondagens realizadas até hoje pelo Instituto, destacou o diretor. Contudo,
eleição se ganha e se perde no dia. E a política nacional está repleta de
exemplos dessa assertiva. Na campanha para a prefeitura de São Paulo, em 1985,
em um gesto precipitado, Fernando Henrique sentou na cadeira do prefeito.
Computados os votos, deu Jânio Quadros. Em 2018, o ex-senador Expedito Junior
entrou como favorito na disputa pelo governo de Rondônia, mas foi Rocha que
levou a melhor.
Repetindo, a obra eleitoral
não está completamente acabada. Seu desfecho é demorado e, não raro, sujeito a
retrocessos, mudança de humores e outras coisas do gênero. O importante, porém,
é que ela tenha uma base calcada em princípios de participação, confrontação de
ideias e aprendizado em cidadania. Rondônia é um estado com sérios problemas
nas mais diferentes áreas da atividade humana, com uma dívida social
vergonhosa, apesar de ter uma economia em processo de desenvolvimento, com
forte participação no mercado financeiro nos setores de serviços e
agropecuária. Precisa, por isso mesmo, revelar-se mais e melhor aos olhos do
país e do mundo. Isso, porém, passa,
necessariamente, pelas escolhas que fizermos nas eleições vindouras.
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