Porto Velho (RO) domingo, 7 de junho de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Opinião

Oposição intensifica esforços por impeachment



O PSDB está curtindo uma brisa veranista. Nas eleições de 2014, o desgaste, e a decepção, foram significativos, mas o partido não desistiu do propósito de ver o poder fora das mãos do PT. Ao longo deste ano, os tucanos armaram um jogo estratégico perante a briga que acontecia no quintal do governo. E deu certo. Com petistas e peemedebistas se flagelando, Aécio Neves surge nas pesquisas como o principal candidato ao pleito presidencial de 2018.
 
A autorização do rito de impeachment foi um terrível revés para o PT, que agora se une para salvar o mandato da presidente da República. Apesar de divergências internas, a sigla não está tão espraiada, afinal de contas. Talvez seja o medo de perder os privilégios. Negado o impeachment, a união se manterá ou tudo não passou de um ato de desespero? Só o tempo dirá.
 
Ainda que os petistas estejam reorganizando seus passos, se depender do entusiasmo da oposição, o Brasil testemunhará a segunda queda de um presidente no período democrático. O PSDB andava ocioso, agora acendeu de vez. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fez tudo que Aécio e companhia planejavam. No primeiro semestre deste ano, o deputado assumiu o protagonismo do cenário eleitoral, opondo-se ferozmente às iniciativas do governo na Câmara. Os tucanos aguardaram o desenrolar do clima de tensão para disparar todo o seu arsenal.
 
No momento, o impeachment de Dilma não passa, tanto é que o governo deseja o apressamento do rito. Um processo dessa grandeza, todavia, vira cúmplice da imprevisibilidade. O PSDB trabalha nos bastidores em busca de apoio pela queda da presidente no Plenário. Correligionários dissidentes do PMDB também. Armadilhas podem pavimentar o caminho de uma votação rápida, portanto.
 
Dilma sustenta a posição de que nada fez. Condena um “golpe” em andamento para removê-la do poder. Se os motivos do processo não justificam um impeachment, ela já é culpada por outras razões. A inabilidade em gestar o país, por exemplo. A incapacidade de controlar seus comandados constitui o crime mais grave cometido pela presidente. Caso vença essa provação, a petista ainda terá 3 anos de mandato para fechar sua carreira política com honra. Aguardemos os próximos episódios.

Gabriel Bocorny Guidotti
Bacharel em Direito e estudante de Jornalismo
Porto Alegre – RS

 

Gente de OpiniãoDomingo, 7 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Saúde estadual – a tragédia anunciada

Saúde estadual – a tragédia anunciada

A crise que se instalou no sistema de saúde de Rondônia é mais antiga do que o Código de Hamurabi. Lembro-me que, em outubro de 1994, matéria do ext

Alemanha perde para Portugal a corrida ao Conselho de Segurança da ONU

Alemanha perde para Portugal a corrida ao Conselho de Segurança da ONU

Parabéns a Portugal e a Paulo Rangel pelo sucesso da eleiçãoPortugal conseguiu um lugar como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU

Cai N’Água: Uma História de Amor Não Correspondido

Cai N’Água: Uma História de Amor Não Correspondido

O Cai N’Água continua sendo cantado pela boemia como se fosse um altar romântico da vida ribeirinha. Mas basta chegar perto para perceber que o enca

A cantilena demagógica da transposição

A cantilena demagógica da transposição

Não sei você, mas eu não suporto mais ouvir essa conversa mole de transposição de servidores do ex-Território de Rondônia para os quadros da União.

Gente de Opinião Domingo, 7 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)