Quarta-feira, 16 de setembro de 2009 - 09h57
Prof Rosildo Barcellos
Ante as incomensuráveis discussões sobre a lei seca, este artigo pretende ser um crisol de sua fundamentação e a aproximação da Semana Nacional de Trânsito comemorada anualmente no período compreendido entre 18 e 25 de setembro, fulcrada no artigo 326 do Código do Trânsito Brasileiro (CTB),não me permitirá prescindir de ressaltar a missão de informar e conscientizar sobre a necessidade da segurança no trânsito; e apesar de assunto rafado nunca será demais lembrar que todos os esforços são efetivamente buscados porque ninguém consegue mensurar as consequências de um acidente de trânsito,tanto para a pessoa envolvida diretamente quanto para os familiares e para a sociedade em geral.
Na verdade se todos fossem compromitentes com o bem maior que Deus nos deu que é a vida essa análise seria inócua e destemperada.Entretanto não é isso que encontramos em nossas vias e por conseguinte precisamos não simplesmente de pedir mas deblaterar a todos por um trânsito humano e pacífico. Concordo que a cultura brasileira evoluiu bastante desde a época das sesmarias, e uma lei que discipline comportamentos, estabelecendo limites e punições para quem desrespeite esses limites, nada mais é do que algo deveras salutar.Neste particular a “lei seca” se assemelha à lei penal: lá não está dito que é proibido matar, mas apenas diz que, se isso acontecer, o indivíduo, se encontrado, poderá ser responsabilizado e penalizado por parâmetros previamente previstos em lei. O que as pessoas normalmente esquecem é que, entre o interesse do indivíduo e o da sociedade, deve sempre prevalecer os interesses da coletividade. Pensar o contrário seria supor a irresponsabilidade irracional irrestrita, em função de todo o transtorno que um acidente de trânsito nos ocasiona por menor que seja o dano.
Algumas alegrias são percebidas após perscrutar pelas estatísticas.Por exemplo no Rio de Janeiro, em agosto deste ano, menos 346 vítimas de acidentes de trânsito do que no mesmo período de 2008. A queda de 23,3% foi calculada pois em agosto de 2008, foram contabilizadas 1.488 vítimas de acidentes e, no mesmo mês em 2009, o número caiu para 1.142, segundo os dados do Grupo de Socorro de Emergência (GSE).isso mesmo com aparentemente pessoas lutando contra.Para se ter uma idéia na internet, há até uma comunidade para informar aonde estão os comandos de etilômetro aonde são divulgados endereços e também horários para motoristas infratores fugirem da fiscalização. Em uma página de mensagens, por exemplo, a troca de informações acontece a todo instante. Um dos recados diz: “Alô galera do Rio, estão montando uma mega blitz de operação lei seca nos dois sentidos na Linha Amarela.”. Outro fato que me preocupa foi a pesquisa divulgada no em rede de circulação nacional demonstrando que a justiça absolveu a maioria dos condutores de automotores que se recusaram a fazer o teste do bafômetro . Não preciso dizer sobre a influência das novelas e da grande mídia sobre boa parte dos brasileiros mas não gostaria que essa reportagem fosse um estímulo a recusa,primeiro porque esse fato se refere apenas a parte judiciária haja vista que administrativamente as autuações continuam em pleno vapor.
É fato que não podemos ser condescendentes com o que possa causar risco ou dano e quero ser bem claro que os acidentes não acontecem somente pela ingestão de bebida alcoólica. Ainda temos a ingestão de substância entorpecente, os remédios controlados que com certeza criam um ambiente letargia de tênue torpor,extremamente propício para o descuido; além do sono e o estresse da vida moderna e as condições da própria via que pode estar esburacada ou em obras,evidentemente causando óbices para um condutor sem zelo ou descuidado.Ainda poderemos discorrer horas a fio sobre as condições adversas, entretanto um trânsito seguro depende de cada um de nós. Quando conduzir seu veículo fazendo sempre com cautela sem brigas no trânsito,procurar a manutenção periódica do automotor e conferência de documentos obrigatórios.Tenho certeza que essa receita nunca falhou!
*articulista
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