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O Aluizão e a cansativa reforma


 

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Marcelo Freire

A reforma do Estádio Aluízio Ferreira, em Porto Velho, passou bem longe das discussões na audiência pública promovida na semana passada pela Assembleia Legislativa de Rondônia com a proposta de melhorar o nível do profissional rondoniense.  O espaço esportivo foi interdidato pelo Corpo de Bombeiros antes das eleições de 2014 e a promessa seria da reforma total do estádio, que não saiu da gaveta.

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Na ocasião, ficou estabelecido naquela audiência pública a criação de uma comissão para buscar alternativas junto aos órgãos fiscalizadores, em vista da legislação vigente impedir a celebração de convênios com a Federação de Futebol e os clubes de futebol. Só não se sabe onde essas equipes vão jogar, uma vez que os estádios do interior também vão precisar de reformas. 

A cidade de Porto Velho deixou recentemente o título de ser a única capital do País a não ter um teatro. Inaugurado no ano passado, o Palácio das Artes se tornou uma importante opção da população nos finais de semana. Agora, o município foi rebaixado novamente para a última divisão do campeonato dos “sem estádios” e se tornou a única capital do Brasil a não ter um estádio de futebol. 
O município de Porto Velho surpreendeu este ano ao participar do Campeonato Rondoniense de Futebol e ganhou o título de melhor time do ano ao derrotar o Vilhena no Portal da Amazônia, em julho. Mesmo passando por humilhação, por não ter um estádio para receber equipe de interior, além do título, o Genus conquistou a vaga de Rondônia para a Copa do Brasil 2016. 

Assim como teatro, o futebol tem um importante papel na sociedade e pode mudar o destino de muitas famílias. O Departamento de Estradas e Rodagem (DER) precisar definir, com certa urgência, o destino do Aluizão. E não será uma missão fácil, uma vez que o Orçamento do Estado, que enviado à Assembleia Legislativa, chegou bem enxuto e talvez não contemple essa reforma. Discutir o futebol de Rondônia sem ter local definido para as equipes jogarem se torna bem complicado em tempos de crise na economia e com um orçamento mais realista.

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