Quarta-feira, 6 de setembro de 2017 - 16h18
O encontro no Jaburu entre Temer e Joesley, em março deste ano foi marcado por Rocha Loures para que o presidente confirmasse ao rei da carne, ao vivo e a cores, que ele era o seu homem de confiança depois da queda de Geddel Vieira Lima.
Isso está na gravação. Joesley pergunta com quem deve falar – para não incomodá-lo – já que com Geddel não dava mais.
Temer comenta que realmente não é bom contatar Geddel e indica Rocha Loures.
Nos dias subsequentes, Rocha Loures foi filmado pela Polícia Federal carregando mala de 500 mil reais oferecida por Ricardo Saud, da JBS, a pedido de Joesley.
Se Rocha Loures recebeu uma mala milionária dias depois de ser confirmado pelo presidente da República como seu homem de confiança e o anterior era Geddel, não é absurdo supor que muitas daquelas malas e caixas encontradas no apê do amigo do Geddel totalizando entre reais e dólares 51 milhões de reais tenham sido fornecidas também por Joesley.
E assim como a mala de Rocha Loures, tudo indica, não era somente de Rocha Loures, as malas de Geddel podem não ser apenas de Geddel.
Como também pode não ter sido apenas uma coincidência o descobrimento do tesouro exatamente no dia em que a delação de Joesley subiu no telhado.
A Polícia Federal, que está em guerra fria com o Executivo e o Judiciário e cujo comando será trocado em breve, mandou um recado. A provável anulação das provas contra Temer não o inocenta. Nem impede o surgimento de novas.
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