Quinta-feira, 30 de setembro de 2021 - 09h26

Demorou para o presidente da Câmara dos
Deputados, senhor Artur Lira, descobrir que o brasileiro não aguenta mais pagar
sete seis pelo preço do livro da gasolina, e quase cento e trinta reais pelo
botijão de gás, sem citar na conta de energia elétrica, considerados os vilões
da inflação, que exerceram os maiores impactos
individuais sobre o IPCA-15 de setembro,
sendo que a conta de luz é o resultado
do populismo econômico praticado nos governos Dilma, que acabou estourando no
bolso da população. E por falar em conta de energia, até hoje a população de
Rondônia aguarda uma posição da Assembleia Legislativa quanto a criação uma CPI
para apurar denúncias de abusos praticados por uma distribuidora de energia.
Enquanto ninguém diz nada, a empresa segue ditando as próprias regras, deitando
e rolando em cima do consumidor, tripudiando sobre as normas legais e zombando
das autoridades.
Agora, o governo Bolsonaro quer mudar a regra
do jogo, pelo menos no caso da cobrança do ICMS sobre os combustíveis, para
aliviar o bolso do consumidor. Antes, porém, vai precisar convencer os
congressistas. Depois, a luta vai ser para convencer os governadores, uma
tarefa extremamente espinhosa, já que os dirigentes estaduais estão sempre
ávidos por dinheiro para, ao menos, manter a máquina oficial funcionando, sem
grandes e apoteóticas realizações.
Se o presidente logrará ou não êxito em sua
empreitada, isso só o tempo dirá. Muitos garantem que ele dará com os burros
n’água, se pensa que os governadores abrirão mão de receitas. Pode até contar
com alguns apoios, mas, no final, alguém vai pagar a fatura. E esse alguém tem
nome: o consumidor brasileiro.
A situação fiscal, no Brasil, chegou a um
ponto insustentável. A tão festejada reforma tributária jamais saiu do papel e
dos discursos oficiais, principalmente nos períodos eleitorais. Cada setor da
economia quer puxar a brasa para sua sardinha, garantindo alguns privilégios
para seus entes federados. Só os mais fortes sobrevivem. No fundo, ninguém quer
abrir mão de nada. Enquanto isso, o peso vai continuar nas costas do
contribuinte, uma vez que não existe nenhuma proposta criativa, verdadeiramente
direcionada para reduzir a carga tributária brasileira, apontada como uma das
mais altas do mundo. Bom para alguns; péssimo para a maioria dos contribuintes.
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