Quinta-feira, 11 de agosto de 2016 - 13h19
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Itamar Ferreira
... a diretoria da CAERD tem propagado na imprensa que estaria havendo radicalismo por parte dos empregados da empresa que estão em greve reivindicando 9,8%, pois a atual crise imporia a necessidade de austeridade. Entretanto, estranhamente salários de cargos comissionados e da própria diretoria foram auto-reajustados recentemente. Só para exemplificar, a presidente da CAERD recebeu um generoso aumento de 23,80%.
Não bastasse isso o governo encaminhou a pedido da diretoria da CAERD Projeto de Lei Ordinária (PLO) 299/2016, que autorizou no início deste ano a criação de 93 cargos comissionados, de livre nomeação, os quais estariam beneficiando filhos e pessoas ligadas à ex-prefeito, ex-deputado, políticos, policiais civis, procuradores do Estado e outros mais.
A CAERD está sofrendo uma gestão, sob o comando da toda-poderosa atual presidente, que pode ser considerada temerária; pois realizou, ainda, a contratação de mais 240 funcionários elevando o quadro que era de 536 para 776 empregados ou 45% de crescimento. Um verdadeiro absurdo, se for para dar crédito às alegadas dificuldades financeiras da empresa.
A postura belicosa, de confronto e de falta de diálogo por parte da presidente da CAERD provocou a primeira greve na empresa em 16 anos. Além disso, atitudes agressivas como retirar faixas, cartazes e tentativas de intimidar trabalhadores em greve, tem provocado o acirramento do movimento paredista.
Na madrugada desta quarta-feira (10) aconteceu um inusitado "assalto" de materiais de greve, protagonizado por cinco desconhecidos armados, os quais renderam os vigias que cuidavam da concentração da Greve, em frente a sede da CAERD na Av. Pinheiro Machado. Não há registro na história sindical de fato tão insólito.
Nesta sexta-feira (12) a diretoria será obrigada a negociar com o Sindicato da categoria, o SINDUR, em um Dissídio de Greve no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), quando todos os dados acima serão apresentados e a expectativa é que o bom senso e o diálogo, sob a mediação do TRT, resultem numa proposta que ponha um fim ao movimento de greve.
Itamar Ferreira é bancário, sindicalista, diretor do SEEB, presidente da CUT-RO, formado em administração de empresas e pós-graduado em metodologia do ensino pela UNIR, acadêmico de direito 8º período da FARO.
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