Terça-feira, 24 de setembro de 2019 - 19h15

O presidente da
Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB), na sessão ordinária desta
terça-feira (24), disse ter recebido um apelo de amigos do município de
Seringueiras, informando que a cidade virou um caos por conta da Energisa. Ele
afirmou que o comércio e o cidadão em geral estão pagando uma conta muito alta
devido à incompetência da empresa.
“A energia não chega na
voltagem que deveria, chega fraca, por isso oscila muito e queima aparelhos. As
bombas da Caerd queimaram e o município está há três dias sem água. E não há
como culpar a companhia, porque a Energisa não envia a energia que deveria,
cobra caro e a população está revoltada com isso, inclusive com ameaça de
fechamento da BR-429”, relatou Laerte.
Ainda segundo o
deputado, a insatisfação da população em Seringueiras é com o descaso da
Energisa. Ele disse ser impressionante os pedidos de socorro da comunidade.
Laerte Gomes esteve no Cone Sul e mostrou as mensagens que chegam no aplicativo
WhatsApp com reclamações da empresa.
“E agora a Energisa usa
os grupos de WhatsApp para colocar a culpa do valor da conta nos impostos. Mas
quero lembrar que a mesma carga tributária de hoje existia quando a Ceron era
detentora da concessão, Lembro isso porque eles chegaram em Rondônia agora e
acham que aqui não tem lei, que aqui eles que mandam. Se você for em 98% das
residências a conta era metade do preço”, afirmou Laerte.
O deputado contou que
no mês anterior pagou pouco mais de duzentos reais de conta de energia na casa
onde mora em Porto Velho, e neste mês veio R$ 418,00. “Paguei hoje, porque
venceu no dia 24, hoje é dia 24, se eu deixasse para pagar daqui a cinco dias,
cortavam. É esse absurdo que vamos ter que enfrentar. A população espera que
esta casa se pronuncie”, acrescentou.
Laerte disse, ainda,
que os cortes são irregulares, feitos sem notificação anterior. Ele acrescentou
que a Energisa chega de forma grosseira, retirando os relógios como se todos
estivesse roubando energia. “E eles botam os relógios e o cidadão não pode
atestar se eles não estão roubando o cidadão, como parece que está acontecendo.
O consumidor não tem o direito de averiguar se os relógios deles estão certo”, destacou.
Ele explicou que a
Energisa assumiu a concessão com o compromisso de baixar a energia 1,5% e no
outro mês aumentou 20%. “Mas a conta dobrou. Que 20% esticado é esse? ”,
indagou.
O presidente da
Assembleia Legislativa leu um relato de uma pessoa que residente no interior
contando que o irmão sofreu um acidente há 20 dias, ficando em coma e depois
falecendo. Os pais dele, após o velório em Porto Velho voltaram para casa,
encontrando tudo escuro, constatando que além de a energia ter sido cortada, o relógio
foi levado, sendo que nunca atrasaram o pagamento de nenhuma conta.
Ele acrescentou que a
aprovação de uma CPI, como a proposta do colega Alex Redano (PRB), acontece
devido a muita insatisfação. “Não pode gente, a Ceron ter errado tantos anos,
como a Energisa diz. Se ela tira o relógio, leva embora e traz outro é porque
acha que o consumidor está roubando energia. Mas eu acho o contrário. Ela pode
estar levando o relógio e colocando outro lá para o relógio andar mais ligeiro
e a conta vir mais cara. Então, precisa se fazer alguma coisa”, detalhou.
Momentos depois o
presidente instalou formalmente a CPI. Os membros, pelo consenso, são Alex
Redano, Jair Montes (PTC), Edson Martins (MDB), Ismael Crispin (PSB) e Cirone
Deiró (Podemos). Os suplentes são Adailton Fúria (PSD) e Adelino Follador
(DEM). Laerte pediu para que sejam criadas subcomissões para tratar do tema e
assegurou suporte técnico para que a CPI possa desenvolver um bom trabalho e
dar uma resposta à população, “porque a Assembleia são os olhos e os ouvidos da
comunidade”.
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