Quarta-feira, 31 de maio de 2023 - 14h32

Brasil
acaba de ultrapassar a marca de 30 gigawatts (GW) de potência instalada da
fonte solar fotovoltaica, somando as usinas de grande porte e os sistemas de
geração própria de energia em telhados, fachadas e pequenos terrenos, o
equivalente a 13,7 % da matriz elétrica do País. O dado é da Associação
Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).
Somente
em maio deste ano, a fonte solar cresceu 2 GW, saindo de 28 GW registrados em
abril para os 30 GW neste mês. E, desde julho do ano passado, a energia
fotovoltaica tem crescido, em média, 1 GW por mês (julho: 16,4 GW, agosto: 17,5
GW, setembro: 18,6 GW, outubro: 21,1 GW, novembro: 22 GW, dezembro: 23 GW,
janeiro: 24 GW, fevereiro: 25 GW, março: 27 GW, abril: 28 GW e agora em maio:
30,4 GW).
De acordo com a entidade, desde 2012 a fonte solar
já trouxe ao Brasil cerca de R$ 150,7 bilhões em novos investimentos, mais de
R$ 45,8 bilhões em arrecadação aos cofres públicos e gerou mais de 911,4 mil
empregos acumulados. Com isso, também evitou a emissão de 38,5 milhões de toneladas
de CO2 na geração de eletricidade.
Para o presidente do Conselho de Administração da
ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, o crescimento da energia solar, tanto das grandes
usinas quanto dos sistemas distribuídos em telhados e pequenos terrenos,
fortalece a sustentabilidade, alivia o orçamento das famílias e amplia a
competitividade dos setores produtivos brasileiros, fatores cada vez mais
importantes para a economia nacional e para o cumprimento dos compromissos
ambientais assumidos pelo País.
“Finalmente, o Brasil acordou para a energia solar
e seus benefícios. Aproveitar uma fonte de energia limpa e barata ajuda no
processo de reindustrialização do País, além de estimular a diversificação do
suprimento de eletricidade, reduzindo a pressão sobre os recursos hídricos e o
risco de ainda mais aumentos na conta de luz da população”, diz Koloszuk.
Segundo Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, a fonte
solar é uma alavanca para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do
País, em especial com a oportunidade de uso da tecnologia na habitação de
interesse social, como casas populares do programa Minha Casa Minha Vida, bem
como em escolas, hospitais, postos de saúde, delegacias, bibliotecas, museus,
parques etc.
“O crescimento da fonte solar pode acelerar ainda
mais a atração de investimentos, a geração de empregos e renda e a liderança
internacional do Brasil na transição energética”, comenta Sauaia.
No segmento de geração distribuída de energia, são
21,1 GW de potência instalada da fonte solar. Isso equivale a cerca de R$ 104,5
bilhões em investimentos, R$ 32 bilhões em arrecadação e mais de 631,2 mil
empregos acumulados desde 2012, espalhados pelas cinco regiões do Brasil. A
tecnologia solar é utilizada atualmente em 98,8% de todas as conexões de
geração distribuída no País, liderando com folga o segmento.
O Brasil possui cerca de 9,3 GW de potência
instalada em usinas solares de grande porte. Desde 2012, as grandes usinas
solares já trouxeram ao País cerca de R$ 46,2 bilhões em novos investimentos e
mais de 280,2 mil empregos acumulados, além de proporcionarem uma arrecadação
aos cofres públicos que supera R$ 13,8 bilhões.
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