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É crime roubar?


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

A resposta a essa pergunta pode ser encontrada no art. 155 do Código Penal, que diz que subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia, é crime, sujeitando o infrator à pena de reclusão de um a quatro anos, acrescido de multa, porém, na prática, não é bem assim que ocorre, principalmente, no mundo da política. São fartos os exemplos e estão aí para quem quiser vê-los. Basta acompanhar as redes e mídias sociais. Frequentemente estoura um escândalo envolvendo roubalheira de dinheiro público. Quando se pensa que o acusado vai passar uma temporada atrás das grades, ou, então, devolver o fruto da pilhagem, logo o vemos circulando pelas ruas da cidade, do país, em carrões de luxo, ou mesmo passeando no exterior, hospedando-se em hotéis caríssimos e desfrutando do conforto de locais paradisíacos, como se fosse a pessoa mais honesta do planeta. Tudo isso, evidentemente, com dinheiro roubado do povo.

Roubar não só é crime como também é pecado. É o oitavo mandamento da Bíblia: “Não roubarás”. Ao contrário do que muitos pensam, contudo, não é uma simples proibição, mas um chamado à justiça, à caridade e à gestão responsável dos bens que Deus concedeu-nos para administrar, sempre procedendo segundo à Sua vontade. Esse mandamento nos lembrar que não podemos pegar aquilo que pertence ao outro. Precisamos agir buscando sempre o bem-estar de todos, e não apenas os nossos mesquinhos interesses. Infelizmente, muitos daqueles que deveriam dar exemplo de respeito e transparência na condução dos negócios públicos são os primeiros a roubar e incentivar a prática do roubo, como vimos um candidato ao mais alto posto da República afirmar que não aguentava ver jovens sendo agredidos pela polícia só porque roubou um celular para vender e tomar um sorvete. Isso é um absurdo!

No livro de Provérbios (22) encontramos uma reflexão do rei Salomão sobre boa conduta, quando diz que precisamos ensinar a criança no caminho que deve andar e, ainda quando velho, não se desviará dele, evidenciando a importância de incutirmos nos corações e nas mentes dos nossos filhos valores espirituais e morais desde cedo. Provavelmente, não teríamos tantos ladrões no Brasil, principalmente, na seara política. E, já que o assunto é roubo, oportuno lembrar o exemplo daquele pai cujo filho foi flagrado furtado uma camiseta em uma loja. Em vez de encobrir o erro do moleque ou fingir que não aconteceu nada, ele obrigou o garoto a devolver a camiseta.

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