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DISCORRENDO SOBRE COTAS - Por Humberto Pinho da Silva


Que a mulher em nada é inferior ao homem, é opinião que ninguém contesta. Em certos casos, talvez, lhe seja superior.

Que cada um é senhor do seu corpo – seja homem ou mulher, – é, igualmente, verdade incontestável, ainda que existam limites. Não me refiro à Moral; mas à Medicina, a fim de se evitarem sérios problemas de saúde: - físicos e psíquicos.
Mas, pode-se pensar (devido a irrefletidas atitudes,) que há quem pretenda: guerra de sexos: - feminino contra o masculino; como se fossem antagónicos.

Eu sei que não é assim, já que um, completa o outro.

Depois da exacerbada “ luta de classes”, luta tão querida dos partidos socialistas, que resultou numa maior justiça social, no século XX; surge, agora, nova “ guerra”: a “guerra” das cotas.

Pretende-se, com isso, proteger: raças, religiões e o sexo feminino; olvidando, que as cotas, em geral, são deprimentes para os beneficiários – mesmo não sendo verdade, e sei que o não é, – leva a pensar que se está, v.g.: na Universidade, não por mérito, mas devido à cor da pele, ou por ser filho, por exemplo: de emigrante ou estrangeiro.

Todavia, o emprego de cotas, torna-se ainda mais burlesco, quando alguém é preferido, devido ao sexo, para ocupar cargos no parlamento ou certos lugares cimeiros da nação.

Para governar, com rigor e justiça, deve-se escolher sempre os mais competentes: já que se trata de cargos de responsabilidade extrema, que obrigam a legislar e estabelecer diretrizes, que podem beneficiar ou prejudicar, milhões de cidadãos indefesos.

No entanto, parece, a escolha, não se basear na competência, ou pelo menos só nisso, mas na igualdade: tantos homens, tantas mulheres.

Ao conversar com amigo, sobre vantagens e malefícios das cotas, este saiu-se com uma muito boa:

- “Olha cá!: tu sabes que há mais moças que rapazes no ensino superior, já que elas são mais estudiosas e – como dizem: “ Há sete mulheres para um homem”. Como estamos na moda das cotas, por que não criar uma, para entrarem na Faculdade, mais rapazes que meninas?”

Fiquei atónito; mas refletindo melhor, conclui: a ideia é aproveitável, já que se pretende, em tudo, a igualdade: - tantos homens, tantas mulheres…

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