Porto Velho (RO) segunda-feira, 8 de junho de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Opinião

Dias Comemorativos


João Baptista Herkenhoff

Como disse Maria Esther Maciel, “todo colunista se vê, às vezes, às voltas com a escassez ou o excesso de assuntos. Ora não sabe sobre o que escrever, ora não consegue escolher, entre várias opções, o assunto do dia. Fica, assim, à mercê da instabilidade das horas, dos acontecimentos e de seus próprios estados de espírito. O que não deixa de ser um bom assunto para os momentos de falta de assunto.”

Estou sendo aturdido hoje pelo excesso de temas, todos relacionados com dias comemorativos: Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, 10 de outubro; Dia Nacional do Deficiente Físico, 11; Dia da Criança, 12.

Comecemos pelo Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher. Parece-me que a violência contra a mulher carrega um substrato psicológico que a precede: a ideia de superioridade do homem. Se o homem é superior, ele tem o direito de mandar, exigir, submeter, cabendo à mulher o dever de aceitar sua inferioridade. Se a mulher resiste a essa subordinação não resta ao homem outra alternativa senão impor sua vontade à força. A Constituição determina que homens e mulheres sejam iguais, mas a realidade social está longe desta estipulação.

No Dia Nacional do Deficiente Físico fixemos nossa atenção numa categoria de deficiente, o surdo-mudo. A mudez é quase sempre oriunda da surdez, mas pode ter outras causas. Antigamente, o surdo-mudo contava apenas com o recurso dos sinais para exprimir o pensamento. O pedagogo belga Herli criou um método que consiste em captar a palavra do interlocutor através da observação dos lábios que a transmitem. A educação do deficiente deve ser uma prioridade ética.

Vamos agora refletir sobre o Dia da Criança. Podemos julgar uma sociedade pelo zelo que essa sociedade tem para com a criança. Brecht, na peça “O Círculo de Giz”, figurou a disputa pela guarda de uma criança. A mãe que puxasse primeiro a criança para fora do círculo ganharia a causa. Mas uma das mães soltou o braço da criança para que ela não se machucasse. A essa Mãe foi confiada a guarda porque “pessoas e coisas devem pertencer a quem lhes tenha amor”. Por meio de uma figuração geométrica, Brecht consagrou o direito ao amor como o maior direito da criança.

João Baptista Herkenhoff é professor da Faculdade Estácio de Sá do Espírito Santo e escritor. E-mail: [email protected] Homepage: www.jbherkenhoff.com.br Autor de: Curso de Direitos Humanos (Editora Santuário, Aparecida, SP).

Gente de OpiniãoSegunda-feira, 8 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

CMPV na berlinda

CMPV na berlinda

Terça-feira (02.06), por volta das 19h, recebi de uma colega aposentada da câmara municipal de Porto Velho, via WhatsApp, um vídeo com pessoas corre

Saúde estadual – a tragédia anunciada

Saúde estadual – a tragédia anunciada

A crise que se instalou no sistema de saúde de Rondônia é mais antiga do que o Código de Hamurabi. Lembro-me que, em outubro de 1994, matéria do ext

Alemanha perde para Portugal a corrida ao Conselho de Segurança da ONU

Alemanha perde para Portugal a corrida ao Conselho de Segurança da ONU

Parabéns a Portugal e a Paulo Rangel pelo sucesso da eleiçãoPortugal conseguiu um lugar como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU

Cai N’Água: Uma História de Amor Não Correspondido

Cai N’Água: Uma História de Amor Não Correspondido

O Cai N’Água continua sendo cantado pela boemia como se fosse um altar romântico da vida ribeirinha. Mas basta chegar perto para perceber que o enca

Gente de Opinião Segunda-feira, 8 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)