Terça-feira, 22 de novembro de 2022 - 08h28

Lula ainda não assumiu a presidência da República, mas declarações recentes do presidente diplomado causaram calafrios no mercado financeiro e, o que é pior, deixaram segmentos da população com uma pulga atrás da orelha. Não menos preocupante, contudo, é a presença de figurinhas carimbadas na equipe de transição de Lula. Exemplo disso é Paulo Bernardo. Ministro do planejamento do governo Lula e das comunicações no primeiro governo Dilma, o senhor Bernardo foi preso pela Policia Federal em 2016, acusado de integrar uma organização que fraudava um serviço de gestão de crédito consignado a servidores públicos.
Enquanto pessoas de orientação
política de esquerda, com projeto de Nação e idealismo, responsáveis pela
construção do Partido dos Trabalhadores foram relegadas a um plano secundário
durante a primeira gestão de Lula, gente como o senhor Bernardo insiste em
viver à tripa-forra dos recursos públicos. Pelo andar da carruagem, Lula não
terá um mandato tranquilo, como muitos imaginam. As pressões, certamente, pipocarão
de todos os lados, começando pelo Senado e pela Câmara dos Deputado, onde a
oposição tem a maioria nas duas casas. Há décadas comendo o pão que o diabo
amassou, servidores públicos federais ameaçam colocar o bloco na rua por
melhores condições salariais. Na outra ponta, o empresariado exigirá do novo
governo uma ampla reforma tributária, e não mais um remendo, como tantos que já
foram enviados ao Congresso Nacional nos últimos trinta anos, para reduzir o
custo da produção industrial no país e, consequentemente, promover o
crescimento real do Brasil, com geração de emprego e renda. Espera-se que a
corda não arrebente, como sempre acontece, do lado mais fraco.
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